O Vasco derrotou o Coritiba por 3 a 2, nesta segunda-feira, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis, e se manteve com chances de chegar ao título da Copa da Hora, torneio amistoso disputado também por Avaí, equipe anfitriã, e Grêmio. A competição serve de preparação para o reinício do Campeonato Brasileiro, da Série A e da Série B, após a Copa do Mundo.
Com a vitória, o time carioca alcançou a liderança do quadrangular, com seis pontos, e pode faturar o título em caso de empate entre catarinenses e gaúchos, que fazem o último jogo da competição ainda nesta segunda. Como as duas equipes somam três pontos, o troféu será decidido no saldo de gols em caso de vitória de algum dos times.
O Vasco começou a partida desta segunda com Fernando Prass; Fagner, Fernando, Thiago Martinelli, Ramon; Rafael Carioca, Rômulo, Ernani e Jeferson; Jonathan e Rodrigo Pimpão. Elder Granja, Fumagalli, Alan, Bruno Paulo e Cesinha entraram em campo no decorrer do jogo.
Mesmo com quase todos os seus titulares, a equipe carioca teve dificuldades para se impor no início. Sofreu pressão do rival e acabou cedendo o primeiro gol aos 11 minutos, após saída errada do goleiro Fernando Prass. Pereira, de cabeça, completou escanteio de Rafinha.
A situação começou a mudar para o Vasco, aos 20 minutos, quando o goleiro Edson Bastos fez falta fora da área sobre Rodrigão Pimpão. O jogador foi expulso e deixou o Coritiba com um a menos em campo.
O Vasco, porém, só aproveitou a vantagem numérica depois do intervalo. Aos 8 minutos, Thiago Martinelli escorou, de cabeça, cruzamento de Ernani e empatou a partida. O gol movimentou o jogo e o time carioca cresceu em campo. Cinco minutos depois, Alan fez grande jogada individual e marcou o segundo dos cariocas.
O Coritiba não se abateu e buscou a igualdade ao aproveitar nova falha do goleiro vascaíno. Tiago Real aproveitou rebote dentro da área e mandou para as redes, aos 34. Mas Fumagalli tratou de garantir a vitória dos cariocas quatro minutos depois ao bater forte, após cruzamento rasteiro de Fernando.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Traficante colombiano foragido há 15 anos é preso na Venezuela
O traficante colombiano Carlos Alberto Rentería Mantilla, conhecido como "Beto Rentería", foi preso nesta segunda-feira, 5, na Venezuela depois de 15 anos foragido, segundo fontes policiais citadas pela imprensa da Colômbia.
Mantilla, de 65 anos, era um dos chefes do cartel Norte del Valle e foi detido em uma operação que contou com apoio da inteligência britânica. As fontes não deram detalhes sobre a operação, assim como não informaram em que ponto da Venezuela o traficante foi preso.
Rentería é considerado como um dos últimos chefes do poderoso cartel colombiano Norte del Valle. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por sua prisão.
Em dezembro de 2008, a extradição para os EUA de Diego León Montoya Sánchez, conhecido como 'Don Diego' e principal líder desse cartel, marcou o fim da organização criminosa, acusada de enviar 500 toneladas de cocaína ao mercado americano entre 1990 a 2004, segundo as autoridades colombianas.
Além disso, em janeiro de 2008, foi assassinado na Venezuela o outro chefe do cartel, Wilber Varela, conhecido como 'Jabón', com quem 'Don Diego' travou uma guerra que deixou pelo menos 500 mortos no sudoeste colombiano.
O cartel Norte del Valle substituiu em poderio o dissolvido cartel de Cali, da mesma região do sudoeste colombiano e liderado pelos irmãos Gilberto e Miguel Rodríguez Orejuela, que foram extraditados para os EUA.
Mantilla, de 65 anos, era um dos chefes do cartel Norte del Valle e foi detido em uma operação que contou com apoio da inteligência britânica. As fontes não deram detalhes sobre a operação, assim como não informaram em que ponto da Venezuela o traficante foi preso.
Rentería é considerado como um dos últimos chefes do poderoso cartel colombiano Norte del Valle. O Departamento de Estado dos Estados Unidos oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões por sua prisão.
Em dezembro de 2008, a extradição para os EUA de Diego León Montoya Sánchez, conhecido como 'Don Diego' e principal líder desse cartel, marcou o fim da organização criminosa, acusada de enviar 500 toneladas de cocaína ao mercado americano entre 1990 a 2004, segundo as autoridades colombianas.
Além disso, em janeiro de 2008, foi assassinado na Venezuela o outro chefe do cartel, Wilber Varela, conhecido como 'Jabón', com quem 'Don Diego' travou uma guerra que deixou pelo menos 500 mortos no sudoeste colombiano.
O cartel Norte del Valle substituiu em poderio o dissolvido cartel de Cali, da mesma região do sudoeste colombiano e liderado pelos irmãos Gilberto e Miguel Rodríguez Orejuela, que foram extraditados para os EUA.
Seis morrem e 14 ficam feridos em desabamento de obra no Pará
Seis pessoas morreram e catorze ficaram feridas no desabamento de uma plataforma, por volta das 14h30 desta segunda-feira, 5, em uma fábrica de cimento próxima a Itaituba, a 1.626 km de Belém (PA). Os feridos foram levados para o Hospital Municipal e foram transferidos, de avião, para Santarém, localizada a 1.520 km de Belém (PA).
Segundo o Corpo de Bombeiros, as vinte vítimas eram funcionários terceirizados de uma empresa de engenharia contratada pela fabricante de cimento Itacimpasa, localizada a 32 km de Itaituba, para construir a plataforma. Os bombeiros não souberam informar o nome da empresa terceirizada.
Os trabalhadores estavam em cima da plataforma, que desabou de uma altura de 50 metros. De acordo com os bombeiros, a obra, que começou ontem, havia apresentado problemas na manhã de hoje. Um funcionário teria avisado o engenheiro responsável que ouviu estalos na construção, mas o engenheiro teria ignorado o aviso e mandado seguir os trabalhos.
Segundo o Corpo de Bombeiros, as vinte vítimas eram funcionários terceirizados de uma empresa de engenharia contratada pela fabricante de cimento Itacimpasa, localizada a 32 km de Itaituba, para construir a plataforma. Os bombeiros não souberam informar o nome da empresa terceirizada.
Os trabalhadores estavam em cima da plataforma, que desabou de uma altura de 50 metros. De acordo com os bombeiros, a obra, que começou ontem, havia apresentado problemas na manhã de hoje. Um funcionário teria avisado o engenheiro responsável que ouviu estalos na construção, mas o engenheiro teria ignorado o aviso e mandado seguir os trabalhos.
Após cirurgia, Ganso volta a treinar com bola no Santos
Recuperado de uma artroscopia no joelho direito, o meia Paulo Henrique Ganso voltou a treinar com bola pela primeira vez nesta segunda-feira após passar por cirurgia no dia 16 de junho. O camisa 10 do Santos vinha fazendo apenas fisioterapia nos últimos dias, acompanhado apenas de trabalhos físicos.
Desta forma, Ganso poderá reforçar a equipe nas finais da Copa do Brasil, dos dia 28 de julho, na Vila Belmiro, e 4 de agosto, contra o Vitória, no Barradão. No entanto, ele ainda não estará pronto para enfrentar o Palmeiras no dia 15 de julho, na primeira rodada do Brasileirão após o recesso da Copa do Mundo.
"Há alguns dias iniciamos uma programação com objetivo de fortalecer as musculaturas do tronco e coxa do atleta, fundamentais para o equilíbrio corporal e estabilidade do joelho do jogador. Também enfatizamos o condicionamento aeróbico. Agora, acrescentamos exercícios com bola para que ele tenha menos dificuldade em se readaptar à rotina de treinamentos, quando estiver totalmente liberado", explicou Ricardo Rosa, preparador físico do Santos.
Outro que também voltou a ter contato com a bola foi o zagueiro Bruno Rodrigo, que se recupera de uma cirurgia de hérnia de disco. O zagueiro Edu Dracena e o meia Marquinhos fizeram apenas trabalhos físicos. Eles não atuaram no amistoso contra a Ferroviária, na última sexta-feira, com vitória santista por 3 a 0, mas deverão estar à disposição para o amistoso contra o XV de Piracicaba, nesta sexta.
Desta forma, Ganso poderá reforçar a equipe nas finais da Copa do Brasil, dos dia 28 de julho, na Vila Belmiro, e 4 de agosto, contra o Vitória, no Barradão. No entanto, ele ainda não estará pronto para enfrentar o Palmeiras no dia 15 de julho, na primeira rodada do Brasileirão após o recesso da Copa do Mundo.
"Há alguns dias iniciamos uma programação com objetivo de fortalecer as musculaturas do tronco e coxa do atleta, fundamentais para o equilíbrio corporal e estabilidade do joelho do jogador. Também enfatizamos o condicionamento aeróbico. Agora, acrescentamos exercícios com bola para que ele tenha menos dificuldade em se readaptar à rotina de treinamentos, quando estiver totalmente liberado", explicou Ricardo Rosa, preparador físico do Santos.
Outro que também voltou a ter contato com a bola foi o zagueiro Bruno Rodrigo, que se recupera de uma cirurgia de hérnia de disco. O zagueiro Edu Dracena e o meia Marquinhos fizeram apenas trabalhos físicos. Eles não atuaram no amistoso contra a Ferroviária, na última sexta-feira, com vitória santista por 3 a 0, mas deverão estar à disposição para o amistoso contra o XV de Piracicaba, nesta sexta.
Grupo é preso após assaltar posto de gasolina na zona norte de São Paulo
Quatro homens foram detidos na noite desta segunda-feira, 5, depois de assaltar um posto de gasolina na Avenida Raimundo Pereira de Magalhães, na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Com os assaltantes, a Polícia Militar encontrou um revólver calibre 38 com a numeração e o emblema raspados, que, aparentemente, pertence à corporação policial.
Segundo a PM, dois dos assaltantes eram procurados da Justiça, pois receberam o indulto de Páscoa e não voltaram mais à penitenciária. O grupo levou dinheiro e produtos da loja de conveniência do posto e fugiu em um Gol cinza em direção à rua Rubens Raul da Silva, onde foi capturado. Até às 22h30, a polícia não havia contabilizado o produto do furto. O caso está sendo registrado no 72º DP.
Segundo a PM, dois dos assaltantes eram procurados da Justiça, pois receberam o indulto de Páscoa e não voltaram mais à penitenciária. O grupo levou dinheiro e produtos da loja de conveniência do posto e fugiu em um Gol cinza em direção à rua Rubens Raul da Silva, onde foi capturado. Até às 22h30, a polícia não havia contabilizado o produto do furto. O caso está sendo registrado no 72º DP.
Queda no preço do petróleo atrapalha plano de investimentos da Petrobrás
O comportamento do preço do petróleo nas últimas semanas reforça a necessidade de conclusão da capitalização da Petrobrás ainda este ano, na opinião de analistas ouvidos pelo Estado. A avaliação é de que a empresa pode precisar de novos financiamentos para cumprir seu programa de investimentos em 2010, estimado em R$ 85 bilhões, caso os preços continuem patinando perto dos US$ 70 por barril.
Segunda-feira, no sexto pregão seguido de queda, o petróleo Brent, negociado em Londres, fechou em US$ 71,47 o barril. O valor está bem abaixo da média de US$ 76 projetada pela estatal para garantir o fluxo de caixa necessário para seus investimentos em 2010. "Caso a projeção não seja atingida, a Petrobrás precisará de mais dinheiro emprestado para manter os investimentos", explica o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Isso porque a companhia planeja seu orçamento de acordo com um fluxo de caixa projetado segundo as variações do preço do petróleo. Pelas contas da própria empresa, cada dólar de variação na cotação média anual representa uma diferença de US$ 500 milhões em seu caixa. Ou seja, com petróleo a US$ 74, em média, precisará buscar no mercado US$ 1 bilhão para completar o caixa. Com petróleo a US$ 78, reduz em US$ 1 bilhão a necessidade de captações.
"A Petrobrás precisa investir, pagar impostos, dividendos. Se o preço continuar assim, vai precisar da capitalização, porque não pode mais tomar empréstimo", acrescenta um analista de banco de investimento, que pediu para não ser identificado. Com uma dívida superior aos US$ 100 bilhões, a Petrobrás está hoje no limite de alavancagem (relação entre dívida e patrimônio) para manter sua condição de investment grade.
Otimista
O plano de investimentos 2010-2014, que já contempla a emissão de ações, tem como parâmetro US$ 76 em 2010, US$ 78 em 2011 e US$ 82 nos anos seguintes. Os números surpreenderam, pois a estatal costuma ser conservadora nas projeções. Desta vez, em teleconferências com analistas, foi questionada por ter sido "otimista" ante a imprevisibilidade em relação ao crescimento mundial.
"Não dá para ter clareza em relação ao futuro da economia, o cenário vai de euforia a cautela em pouco tempo", comenta o analista de energia da consultoria Tendências, Walter de Vitto, que considera "razoável" a projeção da Petrobrás para 2010, mas alerta para o risco de não cumprimento das metas de produção, que também prejudicaria a geração de caixa no período.
Na média do primeiro semestre, a cotação do petróleo ainda está em torno dos US$ 78 por barril, puxada por picos de US$ 80 a US$ 90 atingidos nos primeiros trimestres. As projeções de analistas entrevistados pelo Estado apontam uma média anual entre US$ 75 e US$ 85 por barril, a depender do ritmo de recuperação da economia.
A capitalização estava prevista para o fim de julho, mas foi adiada por causa do atraso na certificação de reservas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Agora, a Petrobrás pretende encerrar o processo até o fim de setembro. Pelas projeções do mercado, a empresa pode captar de US$ 50 bilhões a US$ 60 bilhões, garantindo espaço para buscar novos empréstimos.
Segunda-feira, no sexto pregão seguido de queda, o petróleo Brent, negociado em Londres, fechou em US$ 71,47 o barril. O valor está bem abaixo da média de US$ 76 projetada pela estatal para garantir o fluxo de caixa necessário para seus investimentos em 2010. "Caso a projeção não seja atingida, a Petrobrás precisará de mais dinheiro emprestado para manter os investimentos", explica o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).
Isso porque a companhia planeja seu orçamento de acordo com um fluxo de caixa projetado segundo as variações do preço do petróleo. Pelas contas da própria empresa, cada dólar de variação na cotação média anual representa uma diferença de US$ 500 milhões em seu caixa. Ou seja, com petróleo a US$ 74, em média, precisará buscar no mercado US$ 1 bilhão para completar o caixa. Com petróleo a US$ 78, reduz em US$ 1 bilhão a necessidade de captações.
"A Petrobrás precisa investir, pagar impostos, dividendos. Se o preço continuar assim, vai precisar da capitalização, porque não pode mais tomar empréstimo", acrescenta um analista de banco de investimento, que pediu para não ser identificado. Com uma dívida superior aos US$ 100 bilhões, a Petrobrás está hoje no limite de alavancagem (relação entre dívida e patrimônio) para manter sua condição de investment grade.
Otimista
O plano de investimentos 2010-2014, que já contempla a emissão de ações, tem como parâmetro US$ 76 em 2010, US$ 78 em 2011 e US$ 82 nos anos seguintes. Os números surpreenderam, pois a estatal costuma ser conservadora nas projeções. Desta vez, em teleconferências com analistas, foi questionada por ter sido "otimista" ante a imprevisibilidade em relação ao crescimento mundial.
"Não dá para ter clareza em relação ao futuro da economia, o cenário vai de euforia a cautela em pouco tempo", comenta o analista de energia da consultoria Tendências, Walter de Vitto, que considera "razoável" a projeção da Petrobrás para 2010, mas alerta para o risco de não cumprimento das metas de produção, que também prejudicaria a geração de caixa no período.
Na média do primeiro semestre, a cotação do petróleo ainda está em torno dos US$ 78 por barril, puxada por picos de US$ 80 a US$ 90 atingidos nos primeiros trimestres. As projeções de analistas entrevistados pelo Estado apontam uma média anual entre US$ 75 e US$ 85 por barril, a depender do ritmo de recuperação da economia.
A capitalização estava prevista para o fim de julho, mas foi adiada por causa do atraso na certificação de reservas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Agora, a Petrobrás pretende encerrar o processo até o fim de setembro. Pelas projeções do mercado, a empresa pode captar de US$ 50 bilhões a US$ 60 bilhões, garantindo espaço para buscar novos empréstimos.
Telefónica discute nesta 3ª possibilidade de oferta pública de ações pela Vivo
Os 150 principais executivos da cúpula da Telefónica se reunirão nesta terça-feira, 6, e quarta, em Barcelona, para discutir a hipótese de uma oferta pública de aquisição (OPA) pela participação de 50% da Portugal Telecom (PT) na Vivo. A nova alternativa vem sendo cogitada na Espanha como forma de superar rapidamente o impasse provocado pelo veto do governo português à venda das ações na Vivo.
Dessa forma, espera a companhia, a oferta não seria submetida à Assembleia Geral, mas sim ao Conselho de Administração, para contornar o bloqueio imposto pelo primeiro-ministro José Sócrates à transação.
A razão oficial da reunião é a exposição dos números da Telefónica no primeiro semestre, mas a expectativa é de que a transação em torno da Vivo seja o centro das atenções. Segundo o jornal espanhol El Confidencial, o presidente da operadora, César Alierta, tenta viabilizar uma nova oferta pelas ações que a PT detém na Vivo, sem, no entanto, ser necessária a convocação de uma assembleia de acionistas.
Nas reuniões, Alierta, assessorado pelo escritório de advocacia Cuatrecasas, Gonçalves Pereira, deve expor os detalhes de uma nova OPA caso a atual oferta, de € 7,15 bilhões, não surta efeito até 16 de julho, quando perde a validade.
Os números não foram revelados pela publicação, mas girariam em torno da atual proposta. Seu diferencial seria o alvo: a assembleia, segundo espera a Telefónica, não seria convocada porque 74% de seus membros já teriam se manifestado de forma favorável na quarta-feira, a despeito do veto de José Sócrates. Assim, a proposição seria avaliada pelo Conselho de Administração da PT, que não estaria sujeito às golden share - ações com direitos especiais - do governo português.
A companhia espanhola estaria em negociação com os acionistas da PT para obter apoio unânime à proposta. O aval da Ongoing e do Banco Espírito Santo (BES), proprietários de 15% do capital da PT, já foi obtido na quarta-feira passada, quando da assembleia. Restaria um desafio maior: reverter a resistência da Caixa Geral de Depósitos y de Visabeira, dona de 10% das ações.
De acordo com a agência Dow Jones, em paralelo os espanhóis estariam buscando em cerca de 20 bancos empréstimos que somariam € 8 bilhões, dos quais € 5 bilhões para financiar a oferta pela Vivo e € 3 bilhões para rolar dívidas de curto prazo.
Tribunal
A pressa da Telefónica em tentar equacionar o impasse com a PT e obter o controle da Vivo se dá porque, na Europa, é crescente o pessimismo em relação à eventual reversão do veto do governo português pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. A corte analisará na quarta-feira, em Luxemburgo, o uso da golden share por Sócrates. O instrumento de intervenção já foi usado por 13 países do bloco, mas o recurso é visto cada vez mais como anacrônico pelas autoridades de Bruxelas.
Ainda assim, na Espanha e em Portugal há dúvidas sobre a autoridade da corte em revogar o veto. Em caso recente analisado pelo Tribunal de Justiça, o governo da Espanha foi condenado apenas a uma multa após bloquear a venda da companhia de eletricidade Endesa à alemã E.ON, em 2007. "À época, a Espanha jogou muito mal, mas conseguiu bloquear a venda da Endesa para a E.ON. O tribunal apenas condenou o governo espanhol a uma multa simbólica", explicou ao Estado Alfredo Arahuetes, economista espanhol da Universidad Pontificia Comillas, de Madri. Segundo o docente, entretanto, a posição da corte é imprevisível. "A situação da Endesa pode não se repetir, porque o caso é totalmente diferente."
A análise jurídica do caso também pode ser perturbada pela discussão ideológica que vem se estabelecendo entre Lisboa e Bruxelas. No domingo, José Sócrates criticou as "posições ultraliberais" da União Europeia, em entrevista ao jornal El País.
Segunda-feira, o comissário europeu de Mercado Interno, Michel Barnier, respondeu as declarações afirmando que a comissão "não é contra empresas públicas". "Os tratados europeus são neutros sobre a questão de se saber se uma empresa é privada ou pública, mas se são privadas aplicam-se certas regras", argumentou o executivo francês.
Dessa forma, espera a companhia, a oferta não seria submetida à Assembleia Geral, mas sim ao Conselho de Administração, para contornar o bloqueio imposto pelo primeiro-ministro José Sócrates à transação.
A razão oficial da reunião é a exposição dos números da Telefónica no primeiro semestre, mas a expectativa é de que a transação em torno da Vivo seja o centro das atenções. Segundo o jornal espanhol El Confidencial, o presidente da operadora, César Alierta, tenta viabilizar uma nova oferta pelas ações que a PT detém na Vivo, sem, no entanto, ser necessária a convocação de uma assembleia de acionistas.
Nas reuniões, Alierta, assessorado pelo escritório de advocacia Cuatrecasas, Gonçalves Pereira, deve expor os detalhes de uma nova OPA caso a atual oferta, de € 7,15 bilhões, não surta efeito até 16 de julho, quando perde a validade.
Os números não foram revelados pela publicação, mas girariam em torno da atual proposta. Seu diferencial seria o alvo: a assembleia, segundo espera a Telefónica, não seria convocada porque 74% de seus membros já teriam se manifestado de forma favorável na quarta-feira, a despeito do veto de José Sócrates. Assim, a proposição seria avaliada pelo Conselho de Administração da PT, que não estaria sujeito às golden share - ações com direitos especiais - do governo português.
A companhia espanhola estaria em negociação com os acionistas da PT para obter apoio unânime à proposta. O aval da Ongoing e do Banco Espírito Santo (BES), proprietários de 15% do capital da PT, já foi obtido na quarta-feira passada, quando da assembleia. Restaria um desafio maior: reverter a resistência da Caixa Geral de Depósitos y de Visabeira, dona de 10% das ações.
De acordo com a agência Dow Jones, em paralelo os espanhóis estariam buscando em cerca de 20 bancos empréstimos que somariam € 8 bilhões, dos quais € 5 bilhões para financiar a oferta pela Vivo e € 3 bilhões para rolar dívidas de curto prazo.
Tribunal
A pressa da Telefónica em tentar equacionar o impasse com a PT e obter o controle da Vivo se dá porque, na Europa, é crescente o pessimismo em relação à eventual reversão do veto do governo português pelo Tribunal de Justiça da União Europeia. A corte analisará na quarta-feira, em Luxemburgo, o uso da golden share por Sócrates. O instrumento de intervenção já foi usado por 13 países do bloco, mas o recurso é visto cada vez mais como anacrônico pelas autoridades de Bruxelas.
Ainda assim, na Espanha e em Portugal há dúvidas sobre a autoridade da corte em revogar o veto. Em caso recente analisado pelo Tribunal de Justiça, o governo da Espanha foi condenado apenas a uma multa após bloquear a venda da companhia de eletricidade Endesa à alemã E.ON, em 2007. "À época, a Espanha jogou muito mal, mas conseguiu bloquear a venda da Endesa para a E.ON. O tribunal apenas condenou o governo espanhol a uma multa simbólica", explicou ao Estado Alfredo Arahuetes, economista espanhol da Universidad Pontificia Comillas, de Madri. Segundo o docente, entretanto, a posição da corte é imprevisível. "A situação da Endesa pode não se repetir, porque o caso é totalmente diferente."
A análise jurídica do caso também pode ser perturbada pela discussão ideológica que vem se estabelecendo entre Lisboa e Bruxelas. No domingo, José Sócrates criticou as "posições ultraliberais" da União Europeia, em entrevista ao jornal El País.
Segunda-feira, o comissário europeu de Mercado Interno, Michel Barnier, respondeu as declarações afirmando que a comissão "não é contra empresas públicas". "Os tratados europeus são neutros sobre a questão de se saber se uma empresa é privada ou pública, mas se são privadas aplicam-se certas regras", argumentou o executivo francês.
Técnico Antônio Lopes exalta projeto do Avaí
Apresentado oficialmente nesta segunda-feira, o técnico Antônio Lopes elogiou o projeto do Avaí, que surpreendeu no Brasileirão do ano passado. O treinador explicou que o crescimento do time catarinense nos últimos anos pesou em sua decisão de aceitar a proposta da diretoria.
"Aceitei o desafio de comandar o Avaí, pois visualizei na proposta da diretoria do clube um projeto interessante. Nos últimos anos o Avaí vem crescendo e todo treinador gosta de treinar equipes estruturadas e com projetos como o do Avaí, que é crescer a cada ano", comentou o substituto de Péricles Chamusca, que deixou o time na semana passada para trabalhar no Catar.
O acerto com Antônio Lopes foi comemorado pelo presidente João Nilson Zunino. "Estamos muito felizes em ter acertado com Antônio Lopes, que chega para a continuidade do Campeonato Brasileiro da Série A, e a Sul-americana. É um treinador de grande nível, com larga experiência em campeonatos da Série A, e até mesmo Libertadores", elogiou.
Após surpreender no ano passado, o Avaí teve um bom início no Brasileirão 2010, mas acabou caindo de rendimento nas rodadas antes do recesso da Copa do Mundo. O time catarinense ocupa agora a 12ª colocação, com oito pontos, nove atrás do líder Corinthians.
Antônio Lopes deverá fazer sua estreia no comando do Avaí no dia 14 de julho, quando a equipe enfrentará o São Paulo, no Morumbi, no reinício da disputa do Campeonato Brasileiro.
"Aceitei o desafio de comandar o Avaí, pois visualizei na proposta da diretoria do clube um projeto interessante. Nos últimos anos o Avaí vem crescendo e todo treinador gosta de treinar equipes estruturadas e com projetos como o do Avaí, que é crescer a cada ano", comentou o substituto de Péricles Chamusca, que deixou o time na semana passada para trabalhar no Catar.
O acerto com Antônio Lopes foi comemorado pelo presidente João Nilson Zunino. "Estamos muito felizes em ter acertado com Antônio Lopes, que chega para a continuidade do Campeonato Brasileiro da Série A, e a Sul-americana. É um treinador de grande nível, com larga experiência em campeonatos da Série A, e até mesmo Libertadores", elogiou.
Após surpreender no ano passado, o Avaí teve um bom início no Brasileirão 2010, mas acabou caindo de rendimento nas rodadas antes do recesso da Copa do Mundo. O time catarinense ocupa agora a 12ª colocação, com oito pontos, nove atrás do líder Corinthians.
Antônio Lopes deverá fazer sua estreia no comando do Avaí no dia 14 de julho, quando a equipe enfrentará o São Paulo, no Morumbi, no reinício da disputa do Campeonato Brasileiro.
Crianças são probidas de morar em vilarejo na Escócia
Um vilarejo na Escócia ganhou destaque na mídia britânica por proibir que crianças residam no local.
A comunidade de Firhall, criada em 2003 nos arredores da cidade de Nairn, a cerca de 25 quilômetros de distância de Inverness, no norte do país, chegou a ser descrita por jornais como um vilarejo de "ogros que odeiam crianças".
As escrituras das casas em Firhall dizem que os moradores podem ter um cachorro, mas proíbem que crianças morem nas casas.
Os filhos e netos dos moradores podem visitar e se hospedar em suas casas, mas também há regras sobre a freqüência das visitas.
Mídia
Os moradores defendem as regras e dizem que há paz e tranquilidade no vilarejo e dizem que não detestam crianças.
Segundo David Eccles, diretor do consórcio que administra Firhall, muitos dos moradores que optaram por viver no local têm filhos e netos, e que jovens em visita são sempre bem vindos.
"Viver aqui traz uma certa paz e tranquilidade, o que é o que muitos de nós buscam quando ficamos mais velhos".
Para se comprar uma casa no vilarejo, é preciso ter, no mínimo, 45 anos de idade. Mas muitos dos moradores originais venderam suas casas e se mudaram depois que nasceram seus netos, preferindo morar em um local sem as limitações de Firhall.
Um apartamento de dois quartos de casal com vaga para carro na comunidade está anunciado a venda por 150 mil libras (cerca de R$ 400 mil).
O vilarejo fica em um local idílico, na costa escocesa. As casas têm pátios, mas não têm jardins particulares, e uma administração central cuida da manutenção dos jardins e áreas comuns.
Também há um clube de lazer para os moradores.
A comunidade de Firhall, criada em 2003 nos arredores da cidade de Nairn, a cerca de 25 quilômetros de distância de Inverness, no norte do país, chegou a ser descrita por jornais como um vilarejo de "ogros que odeiam crianças".
As escrituras das casas em Firhall dizem que os moradores podem ter um cachorro, mas proíbem que crianças morem nas casas.
Os filhos e netos dos moradores podem visitar e se hospedar em suas casas, mas também há regras sobre a freqüência das visitas.
Mídia
Os moradores defendem as regras e dizem que há paz e tranquilidade no vilarejo e dizem que não detestam crianças.
Segundo David Eccles, diretor do consórcio que administra Firhall, muitos dos moradores que optaram por viver no local têm filhos e netos, e que jovens em visita são sempre bem vindos.
"Viver aqui traz uma certa paz e tranquilidade, o que é o que muitos de nós buscam quando ficamos mais velhos".
Para se comprar uma casa no vilarejo, é preciso ter, no mínimo, 45 anos de idade. Mas muitos dos moradores originais venderam suas casas e se mudaram depois que nasceram seus netos, preferindo morar em um local sem as limitações de Firhall.
Um apartamento de dois quartos de casal com vaga para carro na comunidade está anunciado a venda por 150 mil libras (cerca de R$ 400 mil).
O vilarejo fica em um local idílico, na costa escocesa. As casas têm pátios, mas não têm jardins particulares, e uma administração central cuida da manutenção dos jardins e áreas comuns.
Também há um clube de lazer para os moradores.
Lotus usará Fauzy para treinos de sexta em 4 corridas
A Lotus confirmou nesta segunda-feira que Fairuz Fauzy vai participar dos treinos livres de sexta-feira em mais quatro corridas da temporada 2010 da Fórmula 1. O piloto malaio tinha corrido apenas no GP disputada no seu país, em abril, e agora também vai treinar no GP da Inglaterra, no próximo fim de semana, no GP da Hungria, no GP de Cingapura e no GP de Abu Dabi.
"Eu realmente não posso esperar para ver o quanto nós avançamos desde que eu fui à pista pela última vez, e eu estou muito orgulhoso de ter recebido a oportunidade de ter um papel ativo em nosso contínuo desenvolvimento", afirmou o piloto malaio da Lotus.
Fauzy acredita que poderá contribuir para melhorar o desempenho da Lotus nas próximas provas. "Eu fiz o teste do chassi 04 em Snetterton algumas semanas atrás, mas, obviamente, não podia acelerar realmente, por isso vai ser ótimo voltar à pista e fazer tudo o que puder para ajudar a equipe a continuar se movendo em direção ao meio do pelotão", disse.
"Eu realmente não posso esperar para ver o quanto nós avançamos desde que eu fui à pista pela última vez, e eu estou muito orgulhoso de ter recebido a oportunidade de ter um papel ativo em nosso contínuo desenvolvimento", afirmou o piloto malaio da Lotus.
Fauzy acredita que poderá contribuir para melhorar o desempenho da Lotus nas próximas provas. "Eu fiz o teste do chassi 04 em Snetterton algumas semanas atrás, mas, obviamente, não podia acelerar realmente, por isso vai ser ótimo voltar à pista e fazer tudo o que puder para ajudar a equipe a continuar se movendo em direção ao meio do pelotão", disse.
Iraque descarta realizar operação militar junto a Turquia contra o PKK
O governo iraquiano descartou uma proposta turca destinada a realizar uma operação militar conjunta contra as posições do grupo armado PKK no Iraque, informou nesta segunda-feira, 5, a imprensa turca, que cita fontes do Exército de Bagdá.
Calcula-se que cerca de 5 mil membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) se encontram na Região Autônoma do Curdistão Iraquiano, especialmente nas montanhas Kandil, próximas à fronteira iraniana e onde se refugia sua cúpula militar.
Nos últimos dois meses os ataques do grupo curdo aumentaram de forma considerável, provocando a morte de mais de 50 pessoas, em sua maioria agentes das forças de segurança e do Exército turco, motivo pelo qual a opção de atacar por terra as bases do PKK no norte do Iraque, tal como foi feito em fevereiro de 2008, voltou à agenda política da Turquia.
O último ataque aéreo a estas bases do grupo turco aconteceu na última madrugada entre quinta e sexta, informou o Estado Maior do Exército turco.
Em uma intervenção durante o fim de semana, o vice-primeiro-ministro truco, Cemil Çiçek, assegurou que este tipo de operação "continuará todo o tempo em que for necessário".
"Entretanto, Bagdá voltou a negar seu apoio às "intervenções transfronteiriças" da Turquia, considerando que violam sua soberania.
O Iraque tampouco realizará uma ação militar conjunta contra o PKK, já que isso poderia acirrar a inimizade da população curda em um país profundamente dividido em diferentes etnias e grupos religiosos.
O porta-voz do governo iraquiano, Ali Al Dabbagh, instou Ancara a solucionar seus problemas dentro do marco do chamado "mecanismo tripartido", que agrupam representantes dos Estados Unidos, Turquia e Iraque.
"Para que o problema se resolva por vias apropriadas, deve-se continuar buscando uma solução (para o conflito curso)", afirmou Al Dabbagh.
O PKK, considerado um grupo terrorista pelos EUA, UE e Turquia, pegou nas armas em 1984, para reclamar a independência dos mais de 12 milhões de curdos que habitam o país euroasiático.
Desde então, cerca de 42 mil pessoas (dos quais, cerca de 6 mil civis) morreram na guerra não declarada que enfrentam os rebeldes curdos contra as forças de segurança turcas.
Calcula-se que cerca de 5 mil membros do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) se encontram na Região Autônoma do Curdistão Iraquiano, especialmente nas montanhas Kandil, próximas à fronteira iraniana e onde se refugia sua cúpula militar.
Nos últimos dois meses os ataques do grupo curdo aumentaram de forma considerável, provocando a morte de mais de 50 pessoas, em sua maioria agentes das forças de segurança e do Exército turco, motivo pelo qual a opção de atacar por terra as bases do PKK no norte do Iraque, tal como foi feito em fevereiro de 2008, voltou à agenda política da Turquia.
O último ataque aéreo a estas bases do grupo turco aconteceu na última madrugada entre quinta e sexta, informou o Estado Maior do Exército turco.
Em uma intervenção durante o fim de semana, o vice-primeiro-ministro truco, Cemil Çiçek, assegurou que este tipo de operação "continuará todo o tempo em que for necessário".
"Entretanto, Bagdá voltou a negar seu apoio às "intervenções transfronteiriças" da Turquia, considerando que violam sua soberania.
O Iraque tampouco realizará uma ação militar conjunta contra o PKK, já que isso poderia acirrar a inimizade da população curda em um país profundamente dividido em diferentes etnias e grupos religiosos.
O porta-voz do governo iraquiano, Ali Al Dabbagh, instou Ancara a solucionar seus problemas dentro do marco do chamado "mecanismo tripartido", que agrupam representantes dos Estados Unidos, Turquia e Iraque.
"Para que o problema se resolva por vias apropriadas, deve-se continuar buscando uma solução (para o conflito curso)", afirmou Al Dabbagh.
O PKK, considerado um grupo terrorista pelos EUA, UE e Turquia, pegou nas armas em 1984, para reclamar a independência dos mais de 12 milhões de curdos que habitam o país euroasiático.
Desde então, cerca de 42 mil pessoas (dos quais, cerca de 6 mil civis) morreram na guerra não declarada que enfrentam os rebeldes curdos contra as forças de segurança turcas.
Beckenbauer exalta mistura de culturas da Alemanha
A mistura de diferentes culturas foi determinante para levar a Alemanha à semifinal da Copa do Mundo de 2010, afirmou nesta segunda-feira o ex-jogador e treinador campeão mundial pela seleção alemã, Franz Beckenbauer. O país jogará por um lugar na decisão na próxima quarta-feira, em duelo contra a Espanha, em Durban.
Onze dos 23 jogadores da equipe comandada pelo técnico Joachim Löw são de origem não alemã, entre eles o atacante brasileiro Cacau. Os atacantes Klose e Podolski, por exemplo, nasceram na Polônia, enquanto o meia Ozil tem raízes turcas.
"Há jogadores que não nasceram no país, mas é claro que eles têm passaporte alemão e talvez essa seja outra razão para a equipe estar jogando tão bem", enfatizou Beckenbauer, campeão mundial como jogador em 1974 e como treinador em 1990.
O fato de a Alemanha ter marcado quatro gols na Inglaterra nas oitavas de final e mais quatro sobre a Argentina nas quartas também surpreendeu a lenda do futebol alemão. "O estilo que eles (atletas) estão jogando está surpreendendo a todos, até mesmo na Alemanha", ressaltou Beckenbauer. "Espero que eles continuem (até a final). Eles têm uma boa chance de ganhar a Copa do Mundo".
Ao comentar o próximo rival da Alemanha, o ex-jogador disse que espera mais dificuldades do que as encontradas diante de ingleses e argentinos. "O objetivo é vencer a Copa do Mundo, mas há dois jogos pela frente e eu acho que a Espanha é mais difícil do que Inglaterra ou Argentina", reforçou.
Onze dos 23 jogadores da equipe comandada pelo técnico Joachim Löw são de origem não alemã, entre eles o atacante brasileiro Cacau. Os atacantes Klose e Podolski, por exemplo, nasceram na Polônia, enquanto o meia Ozil tem raízes turcas.
"Há jogadores que não nasceram no país, mas é claro que eles têm passaporte alemão e talvez essa seja outra razão para a equipe estar jogando tão bem", enfatizou Beckenbauer, campeão mundial como jogador em 1974 e como treinador em 1990.
O fato de a Alemanha ter marcado quatro gols na Inglaterra nas oitavas de final e mais quatro sobre a Argentina nas quartas também surpreendeu a lenda do futebol alemão. "O estilo que eles (atletas) estão jogando está surpreendendo a todos, até mesmo na Alemanha", ressaltou Beckenbauer. "Espero que eles continuem (até a final). Eles têm uma boa chance de ganhar a Copa do Mundo".
Ao comentar o próximo rival da Alemanha, o ex-jogador disse que espera mais dificuldades do que as encontradas diante de ingleses e argentinos. "O objetivo é vencer a Copa do Mundo, mas há dois jogos pela frente e eu acho que a Espanha é mais difícil do que Inglaterra ou Argentina", reforçou.
Resultado de teste de estresse dos bancos europeus sairá dia 23
O resultado dos testes que irão revelar se os bancos europeus estão aptos a lidar com crises econômicas, entre outros abalos, será publicado em 23 de julho, informou a ministra da Economia da França, Christine Lagarde, no domingo.
Agentes de fiscalização do setor bancário na Europa estão aplicando os testes de estresse com o objetivo de elevar a confiança no setor, enquanto os bancos se recuperam da crise financeira para enfrentar uma maior pressão por apertos monetários mais rigorosos, maiores impostos e regulação adicional.
"Vocês verão em breve o número de bancos que serão submetidos ao teste de estresse e terão um melhor entendimento dos critérios exatos que aplicamos e da forma rigorosa como o sistema foi testado, depois, em 23 de julho, o resultado do teste será divulgado", disse Lagarde a jornalistas, nos bastidores de uma conferência.
"E vocês verão que os bancos europeus estão sólidos e saudáveis", acrescentou. Questionada sobre os bancos franceses, ela disse: "Não estou preocupada com os meus bancos".
Simulações de testes aplicadas por analistas mostraram que KBC, Banco Nacional da Grécia, Commerzbank, Credit Agricole e Dexia tiveram resultado pior em relação a grandes rivais, mas não chegaram a atingir níveis de perigo.
Agentes de fiscalização do setor bancário na Europa estão aplicando os testes de estresse com o objetivo de elevar a confiança no setor, enquanto os bancos se recuperam da crise financeira para enfrentar uma maior pressão por apertos monetários mais rigorosos, maiores impostos e regulação adicional.
"Vocês verão em breve o número de bancos que serão submetidos ao teste de estresse e terão um melhor entendimento dos critérios exatos que aplicamos e da forma rigorosa como o sistema foi testado, depois, em 23 de julho, o resultado do teste será divulgado", disse Lagarde a jornalistas, nos bastidores de uma conferência.
"E vocês verão que os bancos europeus estão sólidos e saudáveis", acrescentou. Questionada sobre os bancos franceses, ela disse: "Não estou preocupada com os meus bancos".
Simulações de testes aplicadas por analistas mostraram que KBC, Banco Nacional da Grécia, Commerzbank, Credit Agricole e Dexia tiveram resultado pior em relação a grandes rivais, mas não chegaram a atingir níveis de perigo.
Vale faz acordo com trabalhadores grevistas no Canadá
A Vale informou na noite de domingo ter chegado a um acordo preliminar com os trabalhadores da mina de níquel e cobre em Sudbury, em Ontário (Canadá), se aproximando do fim de uma greve severa que já dura um ano.
A mineradora disse ter firmado um acordo com dois sindicatos locais, que representam os trabalhadoras nas áreas de produção e manutenção em Sudbury e Port Colborne, em Ontário.
A Vale e os sindicatos devem assinar os memorandos de entendimento nesta segunda-feira, segundo comunicado da companhia.
Cerca de 3 mil trabalhadores iniciaram uma greve em julho do ano passado em Sudbury em torno de aposentadorias, bônus e alterações contratuais.
Uma outra paralisação na mina de níquel na baía de Voisey, no leste do Canadá, teve início em agosto passado.
Juntas, Sudbury e Voisey são responsáveis por cerca de 10 por cento da produção mundial de níquel, além de volumes significativos de cobre, cobalto e metais preciosos.
A mineradora disse ter firmado um acordo com dois sindicatos locais, que representam os trabalhadoras nas áreas de produção e manutenção em Sudbury e Port Colborne, em Ontário.
A Vale e os sindicatos devem assinar os memorandos de entendimento nesta segunda-feira, segundo comunicado da companhia.
Cerca de 3 mil trabalhadores iniciaram uma greve em julho do ano passado em Sudbury em torno de aposentadorias, bônus e alterações contratuais.
Uma outra paralisação na mina de níquel na baía de Voisey, no leste do Canadá, teve início em agosto passado.
Juntas, Sudbury e Voisey são responsáveis por cerca de 10 por cento da produção mundial de níquel, além de volumes significativos de cobre, cobalto e metais preciosos.
Início do conteúdo Mercado mantém cenários para inflação em 2010 e 2011
O mercado manteve suas estimativas de inflação para este ano e o próximo, mas elevou os prognótiscos para o juro básico e o crescimento em 2010, mostrou o relatório Focus do Banco Central nesta segunda-feira.
A mediana das estimativas para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano manteve-se em 5,55 por cento e no ano que vem, em 4,80 por cento.
A projeção para a inflação em 12 meses, por outro lado, subiu para 4,86 por cento, ante 4,82 por cento na semana anterior.
A meta de inflação nos dois anos tem centro em 4,5 por cento e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano aumentou de 7,13 para 7,20 por cento, enquanto para 2011 permaneceu em 4,50 por cento.
O cenário para a Selic em 2010 foi revisto de 12 por cento para 12,13 por cento, enquanto para 2011 permaneceu em 11,75 por cento.
A previsão para a taxa de juro na próxima reunião do BC, em julho, foi mantida em 11 por cento --o que significa um novo aumento de 0,75 ponto percentual sobre o atual patamar.
O prognóstico para o superávit da balança comercial aumentou a 15,72 bilhões de dólares em 2010, frente a 11,36 bilhões de dólares na semana anterior. Para 2011, a previsão foi elevada para 7,83 bilhões de dólares, ante 7 bilhões de dólares antes.
A mediana das estimativas para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano manteve-se em 5,55 por cento e no ano que vem, em 4,80 por cento.
A projeção para a inflação em 12 meses, por outro lado, subiu para 4,86 por cento, ante 4,82 por cento na semana anterior.
A meta de inflação nos dois anos tem centro em 4,5 por cento e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano aumentou de 7,13 para 7,20 por cento, enquanto para 2011 permaneceu em 4,50 por cento.
O cenário para a Selic em 2010 foi revisto de 12 por cento para 12,13 por cento, enquanto para 2011 permaneceu em 11,75 por cento.
A previsão para a taxa de juro na próxima reunião do BC, em julho, foi mantida em 11 por cento --o que significa um novo aumento de 0,75 ponto percentual sobre o atual patamar.
O prognóstico para o superávit da balança comercial aumentou a 15,72 bilhões de dólares em 2010, frente a 11,36 bilhões de dólares na semana anterior. Para 2011, a previsão foi elevada para 7,83 bilhões de dólares, ante 7 bilhões de dólares antes.
China sediará conversas sobre o clima antes de reunião no México
A China sediará uma rodada adicional de negociações internacionais em outubro, que tem como objetivo fomentar um acordo para um novo tratado sobre o clima, disse uma alta autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) para o meio ambiente em comentários publicados nesta segunda-feira.
Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor do Programa de Meio Ambiente da entidade, disse ao jornal China Daily que a rodada adicional de negociações ocorreria na cidade portuária de Tianjin, no norte da China, próximo de Pequim.
"A China irá introduzir algumas novas ideias e oportunidades para levar adiante as negociações", disse Steiner, que esteve em visita à China.
Os governos esperam chegar a um acordo para um novo tratado de cumprimento obrigatório sobre mudanças climáticas depois de a cúpula de Copenhague, no final do ano passado, terminar com um acordo fraco e não-obrigatório.
As novas negociações de Tianjin ocorrerão antes da próxima reunião ministerial em Cancún, no México, entre 29 de novembro e 10 de dezembro, onde autoridades do clima esperam chegar a um acordo sobre os principais elementos do novo tratado, e possivelmente seus detalhes.
A China é a maior emissora mundial de gases do efeito estufa produzidos por atividades humanas, tendo superado os Estados Unidos, e sua postura para controlar as emissões será crucial para construir um novo pacto para o combate ao aquecimento global.
Mas autoridades da China e outros países já expressaram suas dúvidas de que Cancún poderá definir um tratado de cumprimento obrigatório sobre o clima. Isso tem maior probabilidade de acontecer nas negociações sobre o clima marcadas para a África do Sul ao final de 2011.
Em maio, Xie Zhenhua, que liderou a delegação chinesa nas turbulentas negociações em Copenhague, disse que o único objetivo da reunião em Cancún era um "resultado positivo".
Achim Steiner, subsecretário-geral da ONU e diretor do Programa de Meio Ambiente da entidade, disse ao jornal China Daily que a rodada adicional de negociações ocorreria na cidade portuária de Tianjin, no norte da China, próximo de Pequim.
"A China irá introduzir algumas novas ideias e oportunidades para levar adiante as negociações", disse Steiner, que esteve em visita à China.
Os governos esperam chegar a um acordo para um novo tratado de cumprimento obrigatório sobre mudanças climáticas depois de a cúpula de Copenhague, no final do ano passado, terminar com um acordo fraco e não-obrigatório.
As novas negociações de Tianjin ocorrerão antes da próxima reunião ministerial em Cancún, no México, entre 29 de novembro e 10 de dezembro, onde autoridades do clima esperam chegar a um acordo sobre os principais elementos do novo tratado, e possivelmente seus detalhes.
A China é a maior emissora mundial de gases do efeito estufa produzidos por atividades humanas, tendo superado os Estados Unidos, e sua postura para controlar as emissões será crucial para construir um novo pacto para o combate ao aquecimento global.
Mas autoridades da China e outros países já expressaram suas dúvidas de que Cancún poderá definir um tratado de cumprimento obrigatório sobre o clima. Isso tem maior probabilidade de acontecer nas negociações sobre o clima marcadas para a África do Sul ao final de 2011.
Em maio, Xie Zhenhua, que liderou a delegação chinesa nas turbulentas negociações em Copenhague, disse que o único objetivo da reunião em Cancún era um "resultado positivo".
domingo, 4 de julho de 2010
Roth aprova amistoso, mas vê falhas na direita do Inter
O técnico Celso Roth aprovou a atuação do Internacional no amistoso deste domingo, com o Peñarol, no Uruguai, mas reclamou da falta de lances pelo lado direito do time. Para o treinador, a equipe precisa distribuir melhor as jogadas para evitar surpresas após o fim do recesso da Copa do Mundo.
"As jogadas saíram mais pelo lado esquerdo, onde temos um trio muito forte: D''Alessandro, Kleber e Guiñazu. Precisamos melhor no lado direito", destacou Roth, após o empate sem gols. O Inter venceu o duelo nos pênaltis, por 2 a 1.
"Sabíamos que hoje não seria treinamento. O adversário tentou nos surpreender, mas nos portamos bem, mandando no jogo o tempo inteiro. Foi bom para os jogadores que entraram depois para participar do amistoso", avaliou o técnico, que promoveu a estreia do meia Oscar, recém-chegado ao clube.
Na avaliação do vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho, o time precisa melhorar sua eficiência no setor ofensivo. "Temos que melhorar no ataque, mas a defesa se mostrou bem organizada. É um bom começo. Agora vamos acertando com os treinos", analisou.
"As jogadas saíram mais pelo lado esquerdo, onde temos um trio muito forte: D''Alessandro, Kleber e Guiñazu. Precisamos melhor no lado direito", destacou Roth, após o empate sem gols. O Inter venceu o duelo nos pênaltis, por 2 a 1.
"Sabíamos que hoje não seria treinamento. O adversário tentou nos surpreender, mas nos portamos bem, mandando no jogo o tempo inteiro. Foi bom para os jogadores que entraram depois para participar do amistoso", avaliou o técnico, que promoveu a estreia do meia Oscar, recém-chegado ao clube.
Na avaliação do vice-presidente de futebol, Fernando Carvalho, o time precisa melhorar sua eficiência no setor ofensivo. "Temos que melhorar no ataque, mas a defesa se mostrou bem organizada. É um bom começo. Agora vamos acertando com os treinos", analisou.
Suspeita de bomba esvazia terminal de aeroporto em NY
O Terminal 1 do Aeroporto JFK, em Nova York, foi esvaziado por causa de uma suspeita de bomba que se revelou alarme falso. John Kelly, porta-voz do aeroporto, disse que entre 250 e 300 pessoas foram retiradas do terminal por volta das 19h (de Brasília).
O esvaziamento ocorreu após uma ligação telefônica anônima afirmar que havia uma bomba no aeroporto; na mesma hora, outra pessoa viu uma bolsa abandonada. O porta-voz disse que a polícia vasculhou a bolsa e que não encontrou nenhuma bomba.
O esvaziamento ocorreu após uma ligação telefônica anônima afirmar que havia uma bomba no aeroporto; na mesma hora, outra pessoa viu uma bolsa abandonada. O porta-voz disse que a polícia vasculhou a bolsa e que não encontrou nenhuma bomba.
Mexico vota em eleições regionais marcadas pelo temor à violência
A votação para eleger governos locais, prefeituras e assembleias regionais já foi encerrada em algumas regiões do México em uma eleição marcada pela tensão e temor pelo clima de violência que seria causada pelos cartéis de tráfico de drogas.
A votação ocorre em 14 dos 31 Estados mexicanos e um distrito federal.
Cartéis de tráfico de drogas ameaçaram as campanhas de vários partidos e na semana passada foi assassinado o candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI) ao governo de Tamaulipas, Rodolfo Torre Cantú.
A segurança foi reforçada durante a campanha em Estados com forte presença de narcotraficantes, como Chihuahua, Durango, Sinaloa e Tamaulipas.
No município de Valle de Juarez, uma das principais zonas do tráfico de drogas para os Estados Unidos, o Instituto Eleitoral de Chihuahua pediu apoio da Polícia Federal para vigiar os comícios.
De acordo com o correspondente da BBC na Cidade do México Julian Miglierini, a votação transcorreu em meio às medidas de segurança sem maiores incidentes, mas alguns partidos reclamaram de intimidação aos eleitores em alguns estados.
O partido de oposição PRI afirmou que, em pelo menos dois Estados, Zacatecas e Durango, grupos de homens armados e com os rostos cobertos intimidaram os eleitores perto dos locais de votação.
No Estado mexicano de Durango, segundo o correspondente, uma autoridade eleitoral afirmou que pelo menos três homens armados entraram no local de votação, roubaram urnas e dispararam para o alto antes de deixar o local.
Os resultados preliminares divulgados na noite de domingo sugerem que o PRI conseguiu grandes vitórias nas eleições.
Novo cenário
Até a semana passada, o principal foco de atenção era o resultado das alianças entre os partidos da Revolução Democrática (PRD), de esquerda, e o conservador Ação Nacional (PAN).
Algumas pesquisas mostram que a aliança poderia derrotar o PRI em Estados onde o partido sempre governou, como Oaxaca e Sinaloa.
Mas a morte de Torre Cantú, o mais grave incidente de violência política desde o assassinato do candidato presidencial Luis Donaldo Colosio, em 1994, mudou o cenário.
O assassinato demonstra que o crime organizado pretende influir nas eleições, segundo reconheceu o próprio presidente mexicano, Felipe Calderón.
O presidente Calderón convocou um diálogo nacional com todos os atores políticos, para enfrentar as ameaças do crime organizado.
O PRD e o PAN já aceitaram o convite, mas o PRI, que governa 19 dos 31 Estados do país, afirmou que só dialoga depois das eleições.
Segundo o catedrático Juan Maria Alponte, da UNAM, será necessário mais do que uma eleição para acabar com a violência no México.
"A sociedade não acredita na Justiça. E uma das bases da convivência é acreditar nos fundamentos jurídicos", completou.
A votação ocorre em 14 dos 31 Estados mexicanos e um distrito federal.
Cartéis de tráfico de drogas ameaçaram as campanhas de vários partidos e na semana passada foi assassinado o candidato do Partido Revolucionário Institucional (PRI) ao governo de Tamaulipas, Rodolfo Torre Cantú.
A segurança foi reforçada durante a campanha em Estados com forte presença de narcotraficantes, como Chihuahua, Durango, Sinaloa e Tamaulipas.
No município de Valle de Juarez, uma das principais zonas do tráfico de drogas para os Estados Unidos, o Instituto Eleitoral de Chihuahua pediu apoio da Polícia Federal para vigiar os comícios.
De acordo com o correspondente da BBC na Cidade do México Julian Miglierini, a votação transcorreu em meio às medidas de segurança sem maiores incidentes, mas alguns partidos reclamaram de intimidação aos eleitores em alguns estados.
O partido de oposição PRI afirmou que, em pelo menos dois Estados, Zacatecas e Durango, grupos de homens armados e com os rostos cobertos intimidaram os eleitores perto dos locais de votação.
No Estado mexicano de Durango, segundo o correspondente, uma autoridade eleitoral afirmou que pelo menos três homens armados entraram no local de votação, roubaram urnas e dispararam para o alto antes de deixar o local.
Os resultados preliminares divulgados na noite de domingo sugerem que o PRI conseguiu grandes vitórias nas eleições.
Novo cenário
Até a semana passada, o principal foco de atenção era o resultado das alianças entre os partidos da Revolução Democrática (PRD), de esquerda, e o conservador Ação Nacional (PAN).
Algumas pesquisas mostram que a aliança poderia derrotar o PRI em Estados onde o partido sempre governou, como Oaxaca e Sinaloa.
Mas a morte de Torre Cantú, o mais grave incidente de violência política desde o assassinato do candidato presidencial Luis Donaldo Colosio, em 1994, mudou o cenário.
O assassinato demonstra que o crime organizado pretende influir nas eleições, segundo reconheceu o próprio presidente mexicano, Felipe Calderón.
O presidente Calderón convocou um diálogo nacional com todos os atores políticos, para enfrentar as ameaças do crime organizado.
O PRD e o PAN já aceitaram o convite, mas o PRI, que governa 19 dos 31 Estados do país, afirmou que só dialoga depois das eleições.
Segundo o catedrático Juan Maria Alponte, da UNAM, será necessário mais do que uma eleição para acabar com a violência no México.
"A sociedade não acredita na Justiça. E uma das bases da convivência é acreditar nos fundamentos jurídicos", completou.
Com saída de Cicinho, Belletti interessa ao São Paulo

Com a saída do lateral-direito Cicinho, a diretoria do São Paulo corre atrás de um reforço para o setor. A bola da vez é Belletti. Na Copa Libertadores, a equipe deve apostar suas fichas em Jean, que tem a confiança de Ricardo Gomes, embora o treinador ainda tente convencê-lo a se tornar lateral, enquanto o atleta insiste em ser volante e atuar na ala apenas em caso de necessidade.
Belletti chegaria para a disputa do Campeonato Brasileiro, mas a negociação não é fácil. Gomes aprovou na hora quando o nome do ex-lateral do Chelsea foi citado. A diretoria, porém, não se mostra nada animada em repatriá-lo.
A relação custo-benefício joga contra. Cicinho é a maior prova disso. Ele chegou recebendo um salário alto, fez apenas 25 partidas pelo clube tricolor e parte sem deixar saudades. Mas o treinador são-paulino insiste em contar com Belletti.
O nome de consenso é Ilsinho, que começou no Palmeiras e depois jogou pelo São Paulo, mas o jovem lateral briga na Justiça para se livrar do Shakhtar Donetsk, seu clube na Ucrânia, e esse duelo pode se estender por meses. Enquanto isso, Jean vai ficando com a vaga.
Botafogo perde gols, mas vence amistoso em Corumbá
Nem as muitas chances de gol desperdiçadas foram suficientes para evitar a vitória do Botafogo em amistoso disputado neste domingo, em Corumbá (MS). Diante do time da casa, o Corumbaense, Caio e Edno foram os responsáveis por garantir o triunfo por 2 a 0. O jogo foi o segundo teste da intertemporada botafoguense - no último final de semana a equipe fez um jogo-treino contra o Macaé.
Na partida deste domingo, o técnico Joel Santana pôde contar novamente com o atacante Jobson, que voltou ao clube após cumprir suspensão por doping. Outro provável reforço do Botafogo que também viajou para o Mato Grosso do Sul foi Maicosuel. O meia, que apenas assistiu ao jogo, já vem treinando com o grupo, mas ainda espera a liberação do Hoffenheim, da Alemanha.
No primeiro tempo, Caio foi o grande destaque do Botafogo, mas pecou nas finalizações e perdeu duas chances claras. Em compensação, provocou a expulsão de Paulo, que recebeu dois cartões amarelos ao fazer faltas duras no botafoguense. Mas o gol do atacante estava reservado para o segundo tempo em Corumbá.
Aos 15 minutos da etapa complementar, Caio abriu a contagem ao aproveitar a sobra de bola na área e marcar de cabeça. O segundo do Botafogo veio já aos 32. Edno, que entrou no lugar do volante Sandro Silva, também fez de cabeça ao escorar o cruzamento de Jobson, outro que se destacou no amistoso.
Agora, o Botafogo retorna ao Rio nesta segunda-feira. Após a folga na terça, o elenco volta aos trabalhos na quarta, em General Severiano. O primeiro compromisso na sequência do Campeonato Brasileiro será no dia 14, no clássico contra o Flamengo, no Maracanã.
Na partida deste domingo, o técnico Joel Santana pôde contar novamente com o atacante Jobson, que voltou ao clube após cumprir suspensão por doping. Outro provável reforço do Botafogo que também viajou para o Mato Grosso do Sul foi Maicosuel. O meia, que apenas assistiu ao jogo, já vem treinando com o grupo, mas ainda espera a liberação do Hoffenheim, da Alemanha.
No primeiro tempo, Caio foi o grande destaque do Botafogo, mas pecou nas finalizações e perdeu duas chances claras. Em compensação, provocou a expulsão de Paulo, que recebeu dois cartões amarelos ao fazer faltas duras no botafoguense. Mas o gol do atacante estava reservado para o segundo tempo em Corumbá.
Aos 15 minutos da etapa complementar, Caio abriu a contagem ao aproveitar a sobra de bola na área e marcar de cabeça. O segundo do Botafogo veio já aos 32. Edno, que entrou no lugar do volante Sandro Silva, também fez de cabeça ao escorar o cruzamento de Jobson, outro que se destacou no amistoso.
Agora, o Botafogo retorna ao Rio nesta segunda-feira. Após a folga na terça, o elenco volta aos trabalhos na quarta, em General Severiano. O primeiro compromisso na sequência do Campeonato Brasileiro será no dia 14, no clássico contra o Flamengo, no Maracanã.
Presidente interino da Polônia aumenta vantagem em eleição
Com quase todos os votos apurados, os resultados do segundo turno das eleições presidenciais da Polônia apontam para uma vantagem do presidente interino do país e candidato liberal, Bronislaw Komorowski.
No final da noite de domingo, Komorowski, aumentou a vantagem sobre Jaroslaw Kaczynski, candidato conservador e irmão gêmeo do presidente polonês que morreu em um acidente de avião no dia 10 de abril, Lech Kaczynski.
De acordo com resultados preliminares, Komorowski conseguiu quase 53% dos votos e Kaczynski, pouco mais de 47%. Resultados preliminares anteriores davam uma pequena vantagem a Kaczynski e os candidatos se revezaram na liderança da apuração dos votos na noite de domingo.
O resultado oficial deve ser divulgado nesta segunda-feira.
Pesquisas também apontavam Komorowski como o favorito das eleições presidenciais. Mas, em um discurso aos seus partidários na noite de domingo, Komorowski demonstrou cautela.
"Esta noite abriremos uma pequena garrafa de champanhe e amanhã abriremos uma grande garrafa", disse.
"Agradecemos a todos, mais ainda pela campanha ter sido tão diferente, difícil, que ocorreu à sombra de uma catástrofe", acrescentou.
Logo depois da divulgação dos primeiros resultados preliminares, que davam vantagem a Komorowski, Kaczynski já deu os parabéns ao outro candidato.
"Tenho que começar fazendo o que as boas maneiras pedem, que é dar os parabéns ao vencedor."
Kaczynski, que foi premiê entre 2006 e 2007, afirmou que as eleições presidenciais eram um "grande ensaio" para as eleições regionais, que ocorrem ainda em 2010, e para as eleições parlamentares, em 2011.
"Temos que continuar mudando a Polônia... Temos que continuar mobilizados, temos que vencer", afirmou.
O candidato também prestou homenagem ao seu irmão, Lech Kaczynski.
"Um movimento surgiu da morte de seus mártires."
Komorowski já tinha registrado vitória no primeiro turno das eleições presidenciais, em junho, com 41,5% dos votos contra 36,5% de Kaczynski. Os outros oito candidatos foram eliminados.
Acidente
Komorowski é do Partido Plataforma Cívica, enquanto Kaczynski é do Partido Lei e Justiça, conservador, fundado por ele e por seu irmão em 2001.
As eleições presidenciais polonesas foram dominadas pelo acidente de avião que matou Lech Kaczynski em abril. E, com isso, Jaroslaw Kacynski aproveitou a onda de simpatia do público depois da tragédia ocorrida em Smolensk, e sua popularidade aumentou muito.
De acordo com o correspondente da BBC em Varsóvia Adam Easton, caso Komorowski vença, o resultado deste segundo turno vai significar um raro período de estabilidade política para o país, com o primeiro-ministro e o presidente do mesmo partido.
Easton acrescenta que o partido de Komorowski é favorável às reformas do mercado e a mais comprometimento com os parceiros da Polônia na União Europeia.
Como presidente, Komorowski não deve usar seu poder de veto nos planos do governo de introduzir reformas estruturais e econômicas, de acordo com o correspondente.
No final da noite de domingo, Komorowski, aumentou a vantagem sobre Jaroslaw Kaczynski, candidato conservador e irmão gêmeo do presidente polonês que morreu em um acidente de avião no dia 10 de abril, Lech Kaczynski.
De acordo com resultados preliminares, Komorowski conseguiu quase 53% dos votos e Kaczynski, pouco mais de 47%. Resultados preliminares anteriores davam uma pequena vantagem a Kaczynski e os candidatos se revezaram na liderança da apuração dos votos na noite de domingo.
O resultado oficial deve ser divulgado nesta segunda-feira.
Pesquisas também apontavam Komorowski como o favorito das eleições presidenciais. Mas, em um discurso aos seus partidários na noite de domingo, Komorowski demonstrou cautela.
"Esta noite abriremos uma pequena garrafa de champanhe e amanhã abriremos uma grande garrafa", disse.
"Agradecemos a todos, mais ainda pela campanha ter sido tão diferente, difícil, que ocorreu à sombra de uma catástrofe", acrescentou.
Logo depois da divulgação dos primeiros resultados preliminares, que davam vantagem a Komorowski, Kaczynski já deu os parabéns ao outro candidato.
"Tenho que começar fazendo o que as boas maneiras pedem, que é dar os parabéns ao vencedor."
Kaczynski, que foi premiê entre 2006 e 2007, afirmou que as eleições presidenciais eram um "grande ensaio" para as eleições regionais, que ocorrem ainda em 2010, e para as eleições parlamentares, em 2011.
"Temos que continuar mudando a Polônia... Temos que continuar mobilizados, temos que vencer", afirmou.
O candidato também prestou homenagem ao seu irmão, Lech Kaczynski.
"Um movimento surgiu da morte de seus mártires."
Komorowski já tinha registrado vitória no primeiro turno das eleições presidenciais, em junho, com 41,5% dos votos contra 36,5% de Kaczynski. Os outros oito candidatos foram eliminados.
Acidente
Komorowski é do Partido Plataforma Cívica, enquanto Kaczynski é do Partido Lei e Justiça, conservador, fundado por ele e por seu irmão em 2001.
As eleições presidenciais polonesas foram dominadas pelo acidente de avião que matou Lech Kaczynski em abril. E, com isso, Jaroslaw Kacynski aproveitou a onda de simpatia do público depois da tragédia ocorrida em Smolensk, e sua popularidade aumentou muito.
De acordo com o correspondente da BBC em Varsóvia Adam Easton, caso Komorowski vença, o resultado deste segundo turno vai significar um raro período de estabilidade política para o país, com o primeiro-ministro e o presidente do mesmo partido.
Easton acrescenta que o partido de Komorowski é favorável às reformas do mercado e a mais comprometimento com os parceiros da Polônia na União Europeia.
Como presidente, Komorowski não deve usar seu poder de veto nos planos do governo de introduzir reformas estruturais e econômicas, de acordo com o correspondente.
Gargalo chega ao setor de carga aérea
Depois do estrangulamento do setor portuário, agora é a vez de os aeroportos sentirem os efeitos da falta de infraestrutura para o transporte de cargas. Os problemas são iguais aos dos portos: faltam áreas de armazenagem, instalações (câmaras refrigeradas) para produtos especiais e mão de obra suficiente para liberar as mercadorias dentro de padrões internacionais.
O resultado tem sido a ampliação do tempo de desembaraço dos produtos importados. Há casos em que a mercadoria demora mais para ser liberada em território nacional do que para sair do país de origem, como a China, e chegar ao Brasil. "Esse problema prejudica não só o transporte aéreo, mas também a indústria, que perde velocidade na produção", afirma Allemander Pereira, consultor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea).
Representantes do setor industrial temem que o problema se agrave ainda mais neste semestre, quando é esperado um aumento nas importações para atender ao Dia da Criança e ao Natal. A luz amarela já acendeu em aeroportos como os de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, Confins, em Belo Horizonte, Salvador e Manaus.
Os primeiros sinais de estrangulamento surgiram em 2008, antes da crise mundial. Na época, alguns terminais já estavam operando acima da capacidade, conforme estudo feito pela McKinsey&Company, a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O trabalho mostrou que, na área de importação, Viracopos trabalhava com 140% da capacidade. Em exportação, Confins atingiu 130% e Salvador, 113%. Guarulhos estava em nível bastante elevado, de 84% (importação) e 78% (exportação).
Com o arrefecimento da economia, os aeroportos passaram bem pelo ano de 2009. Mas o alívio durou pouco. Desde o início do ano, o volume de importações, que cresceu 41,5% até maio, tornou visível a fragilidade do transporte aéreo.
Em Manaus, onde está localizado um dos maiores polos industriais do País, o problema chegou ao limite, diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus, Wilson Périco. Sem área suficiente para atender ao volume crescente, as mercadorias ficaram armazenadas no pátio, cobertas apenas por lonas. Para piorar, o número de pessoas para registrar e liberar os produtos não foi suficiente. "As cargas demoraram até 18 dias para serem liberadas", afirma Périco. Segundo ele, a estimativa é que as empresas tiveram prejuízo de US$ 650 milhões entre fevereiro e maio.
Périco afirma que o problema foi agravado pela Copa do Mundo, que ampliou a produção de TVs. "Mas teremos problemas a partir de setembro, se a Infraero (que administra os aeroportos) não fizer investimento em um terminal de cargas." A Infraero não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.
O resultado tem sido a ampliação do tempo de desembaraço dos produtos importados. Há casos em que a mercadoria demora mais para ser liberada em território nacional do que para sair do país de origem, como a China, e chegar ao Brasil. "Esse problema prejudica não só o transporte aéreo, mas também a indústria, que perde velocidade na produção", afirma Allemander Pereira, consultor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea).
Representantes do setor industrial temem que o problema se agrave ainda mais neste semestre, quando é esperado um aumento nas importações para atender ao Dia da Criança e ao Natal. A luz amarela já acendeu em aeroportos como os de Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, Confins, em Belo Horizonte, Salvador e Manaus.
Os primeiros sinais de estrangulamento surgiram em 2008, antes da crise mundial. Na época, alguns terminais já estavam operando acima da capacidade, conforme estudo feito pela McKinsey&Company, a pedido do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O trabalho mostrou que, na área de importação, Viracopos trabalhava com 140% da capacidade. Em exportação, Confins atingiu 130% e Salvador, 113%. Guarulhos estava em nível bastante elevado, de 84% (importação) e 78% (exportação).
Com o arrefecimento da economia, os aeroportos passaram bem pelo ano de 2009. Mas o alívio durou pouco. Desde o início do ano, o volume de importações, que cresceu 41,5% até maio, tornou visível a fragilidade do transporte aéreo.
Em Manaus, onde está localizado um dos maiores polos industriais do País, o problema chegou ao limite, diz o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus, Wilson Périco. Sem área suficiente para atender ao volume crescente, as mercadorias ficaram armazenadas no pátio, cobertas apenas por lonas. Para piorar, o número de pessoas para registrar e liberar os produtos não foi suficiente. "As cargas demoraram até 18 dias para serem liberadas", afirma Périco. Segundo ele, a estimativa é que as empresas tiveram prejuízo de US$ 650 milhões entre fevereiro e maio.
Périco afirma que o problema foi agravado pela Copa do Mundo, que ampliou a produção de TVs. "Mas teremos problemas a partir de setembro, se a Infraero (que administra os aeroportos) não fizer investimento em um terminal de cargas." A Infraero não respondeu ao pedido de entrevista da reportagem.
Com titulares, Fla fica apenas no empate em jogo-treino
Logo após os reservas venceram o Desportivo Brasil por 3 a 1, os titulares do Flamengo não conseguiram repetir o mesmo desempenho em mais um jogo-treino disputado neste domingo, em Itu (SP), onde o time carioca faz a sua intertemporada. O time principal escalado pelo técnico Rogério Lourenço ficou apenas no empate por 1 a 1.
Mesmo ainda sem o volante Maldonado e o meia Michael, que se recuperam de lesão, assim como o zagueiro David e o volante Corrêa, que não participaram dos trabalhos, o Flamengo saiu na frente no jogo-treino. Aproveitando o cruzamento de Juan, Léo Moura fez 1 a 0 de cabeça. No entanto, já no fim da atividade, o Desportivo chegou à igualdade.
Depois da partida, Rogério Lourenço deixou clara a sua insatisfação com a atuação do time e, principalmente, com a qualidade do elenco rubro-negro. "Se fizer uma análise com relação ao jogo-treino, é óbvio que não foi bom. Precisa melhorar muita coisa", comentou o treinador, para depois reclamar da falta de atacantes no grupo.
"Temos muitos meninos no ataque. O Diego Maurício ainda está em formação e não é para resolver os problemas. O Paulo Sérgio precisa de mais tempo para voltar e pegar ritmo. Eles não são as soluções do Flamengo", disse. "O Flamengo está sempre procurando armar um time forte, mas ainda estamos longe de ter um time parecido com o que venceu o Brasileiro ou que começou a temporada."
No jogo-treino, Rogério Lourenço escalou o Flamengo com a seguinte formação: Marcelo Lomba; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Juan; Antônio, Willians, Camacho e Petkovic; Vinícius Pacheco e Paulo Sérgio. No segundo tempo, ainda entraram Lenon e Diego Maurício no time.
Mesmo ainda sem o volante Maldonado e o meia Michael, que se recuperam de lesão, assim como o zagueiro David e o volante Corrêa, que não participaram dos trabalhos, o Flamengo saiu na frente no jogo-treino. Aproveitando o cruzamento de Juan, Léo Moura fez 1 a 0 de cabeça. No entanto, já no fim da atividade, o Desportivo chegou à igualdade.
Depois da partida, Rogério Lourenço deixou clara a sua insatisfação com a atuação do time e, principalmente, com a qualidade do elenco rubro-negro. "Se fizer uma análise com relação ao jogo-treino, é óbvio que não foi bom. Precisa melhorar muita coisa", comentou o treinador, para depois reclamar da falta de atacantes no grupo.
"Temos muitos meninos no ataque. O Diego Maurício ainda está em formação e não é para resolver os problemas. O Paulo Sérgio precisa de mais tempo para voltar e pegar ritmo. Eles não são as soluções do Flamengo", disse. "O Flamengo está sempre procurando armar um time forte, mas ainda estamos longe de ter um time parecido com o que venceu o Brasileiro ou que começou a temporada."
No jogo-treino, Rogério Lourenço escalou o Flamengo com a seguinte formação: Marcelo Lomba; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Juan; Antônio, Willians, Camacho e Petkovic; Vinícius Pacheco e Paulo Sérgio. No segundo tempo, ainda entraram Lenon e Diego Maurício no time.
Programa de serra foca na produção, Dilma mira social e Marina, educação
Os candidatos à Presidência já definiram as linhas gerais de seus programas de governo. O PSDB vai dar ênfase à economia, apresentando José Serra como o "presidente da produção". A petista Dilma Rousseff destacará a manutenção e ampliação de programas sociais.
A definição dos programas foi acelerada nos últimos dias, devido à nova resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que obriga os partidos a apresentar, no ato de registro das candidaturas, o programa dos candidatos ou pelo menos um resumo das propostas. O PT e o PSDB devem entregá-las nesta segunda-feira, 5 - último dia para o registro, de acordo com o calendário eleitoral.
A candidata Marina Silva, do PV, que oficializou a candidatura na semana passada, expôs na internet as sete diretrizes básicas que orientarão seu programa de governo. Ela aponta a educação como prioridade básica e orçamentária, afirmando que o Brasil precisa de um esforço emergencial para enfrentar a escassez de trabalhadores qualificados em áreas estratégicas.
O texto que serviu que base para a definição do programa do candidato tucano, um calhamaço de quase 90 páginas, foi dividido em quatro blocos transversais, que podem ser lidos como capítulos: ação política, desenvolvimento, questão social e, por último, democracia e cidadania. "Essa é a consolidação da nossa visão sobre Brasil", diz o coordenador do programa de governo, Xico Graziano.
No capítulo sobre desenvolvimento, o texto destaca que o País não cresce mais por deficiências na infraestrutura, justamente a área em que a principal adversária de Serra, a ex-ministra Dilma, explora como capital eleitoral. Ele também enfatiza a falta de uma estratégia de desenvolvimento e o baixo nível de investimentos públicos. Na sequência, o programa apresenta políticas destinadas a mudar esse cenário e a criar mais empregos, apresentando o candidato tucano como o "presidente da produção".
Social. As propostas de Dilma a serem entregues ao TSE são um a cópia fiel de tudo que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vêm falando a respeito de um eventual governo da petista. Elas estão divididas em oito temas. O primeiro é que o governo Lula mais valoriza, os programas sociais, que, de acordo com Dilma, já tiraram 24 milhões de pessoas da pobreza só nos últimos sete anos e meio.
A petista propõe, ainda, priorizar a qualidade da educação, melhorando os salários dos professores e aumentando o número de bolsas de estudos para que os alunos sejam mantidos nas escolas, além de aulas informatizadas com acesso à banda larga. Ela anuncia uma reforma urbana, com participação dos governos federal, estaduais e municipais, destinada a beneficiar sobretudo os mais pobres.
Dilma deve manter a política econômica, prometendo realizar a reforma tributária que não aconteceu no governo Lula.
Sustentável. Marina, que concorre pelos verdes, também deve manter a política macroeconômica do atual governo. Mas pretende, na mesma linha de Serra, reduzir o nível de endividamento do setor público e aumentar a capacidade de investimento do Estado.
Uma das chaves no texto com as sete diretrizes programáticas de governo de Marina é a palavra sustentável - aplicada em quase todos os capítulos. Na área econômica, significa tanto a absorção de novas tecnologias de baixo carbono, quanto a criação de fundos para financiar o desenvolvimento próprio.
Ela promete manter e ampliar os programas sociais, ao mesmo tempo em que fala na necessidade de avançar. "O objetivo é superar a pobreza por meio da garantia do acesso e da oferta de oportunidades a indivíduos e famílias para a sua inclusão produtiva na sociedade", diz o texto.
No documento dos tucanos, o bloco que trata da questão dos programas sociais deve destacar o compromisso do ex-governador de São Paulo com o ensino profissionalizante - uma das portas de saída vistas pelo tucano para programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família.
Segurança. As diretrizes do programa de Serra abordam a questão da segurança no mesmo bloco que trata de democracia. Isso está ligado à concepção de que o problema da insegurança vai além da área policial, significando na prática um risco ao pleno exercício da cidadania.
A candidata do PT deve reforçar os programas de segurança pública que estão em curso. Ela faz o mesmo em relação ao sistema de saúde pública, prometendo aprimorar a "eficácia" do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo mais recursos, reforçando as redes de atenção à saúde e unificando as ações entre os diferentes níveis de governo.
Em relação à agricultura, Dilma deve evitar o campo da polêmica entre ruralistas e ambientalistas. A candidata Marina, por sua vez, afirma que o agronegócio brasileiro deve ser direcionado para o aumento da produção pelo ganho de produtividade e não pela expansão da fronteira agrícola. Essa expansão, segundo a candidata do PV, deve ser freada, principalmente na Amazônia e no Cerrado.
A definição dos programas foi acelerada nos últimos dias, devido à nova resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que obriga os partidos a apresentar, no ato de registro das candidaturas, o programa dos candidatos ou pelo menos um resumo das propostas. O PT e o PSDB devem entregá-las nesta segunda-feira, 5 - último dia para o registro, de acordo com o calendário eleitoral.
A candidata Marina Silva, do PV, que oficializou a candidatura na semana passada, expôs na internet as sete diretrizes básicas que orientarão seu programa de governo. Ela aponta a educação como prioridade básica e orçamentária, afirmando que o Brasil precisa de um esforço emergencial para enfrentar a escassez de trabalhadores qualificados em áreas estratégicas.
O texto que serviu que base para a definição do programa do candidato tucano, um calhamaço de quase 90 páginas, foi dividido em quatro blocos transversais, que podem ser lidos como capítulos: ação política, desenvolvimento, questão social e, por último, democracia e cidadania. "Essa é a consolidação da nossa visão sobre Brasil", diz o coordenador do programa de governo, Xico Graziano.
No capítulo sobre desenvolvimento, o texto destaca que o País não cresce mais por deficiências na infraestrutura, justamente a área em que a principal adversária de Serra, a ex-ministra Dilma, explora como capital eleitoral. Ele também enfatiza a falta de uma estratégia de desenvolvimento e o baixo nível de investimentos públicos. Na sequência, o programa apresenta políticas destinadas a mudar esse cenário e a criar mais empregos, apresentando o candidato tucano como o "presidente da produção".
Social. As propostas de Dilma a serem entregues ao TSE são um a cópia fiel de tudo que ela e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vêm falando a respeito de um eventual governo da petista. Elas estão divididas em oito temas. O primeiro é que o governo Lula mais valoriza, os programas sociais, que, de acordo com Dilma, já tiraram 24 milhões de pessoas da pobreza só nos últimos sete anos e meio.
A petista propõe, ainda, priorizar a qualidade da educação, melhorando os salários dos professores e aumentando o número de bolsas de estudos para que os alunos sejam mantidos nas escolas, além de aulas informatizadas com acesso à banda larga. Ela anuncia uma reforma urbana, com participação dos governos federal, estaduais e municipais, destinada a beneficiar sobretudo os mais pobres.
Dilma deve manter a política econômica, prometendo realizar a reforma tributária que não aconteceu no governo Lula.
Sustentável. Marina, que concorre pelos verdes, também deve manter a política macroeconômica do atual governo. Mas pretende, na mesma linha de Serra, reduzir o nível de endividamento do setor público e aumentar a capacidade de investimento do Estado.
Uma das chaves no texto com as sete diretrizes programáticas de governo de Marina é a palavra sustentável - aplicada em quase todos os capítulos. Na área econômica, significa tanto a absorção de novas tecnologias de baixo carbono, quanto a criação de fundos para financiar o desenvolvimento próprio.
Ela promete manter e ampliar os programas sociais, ao mesmo tempo em que fala na necessidade de avançar. "O objetivo é superar a pobreza por meio da garantia do acesso e da oferta de oportunidades a indivíduos e famílias para a sua inclusão produtiva na sociedade", diz o texto.
No documento dos tucanos, o bloco que trata da questão dos programas sociais deve destacar o compromisso do ex-governador de São Paulo com o ensino profissionalizante - uma das portas de saída vistas pelo tucano para programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família.
Segurança. As diretrizes do programa de Serra abordam a questão da segurança no mesmo bloco que trata de democracia. Isso está ligado à concepção de que o problema da insegurança vai além da área policial, significando na prática um risco ao pleno exercício da cidadania.
A candidata do PT deve reforçar os programas de segurança pública que estão em curso. Ela faz o mesmo em relação ao sistema de saúde pública, prometendo aprimorar a "eficácia" do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo mais recursos, reforçando as redes de atenção à saúde e unificando as ações entre os diferentes níveis de governo.
Em relação à agricultura, Dilma deve evitar o campo da polêmica entre ruralistas e ambientalistas. A candidata Marina, por sua vez, afirma que o agronegócio brasileiro deve ser direcionado para o aumento da produção pelo ganho de produtividade e não pela expansão da fronteira agrícola. Essa expansão, segundo a candidata do PV, deve ser freada, principalmente na Amazônia e no Cerrado.
Governo de SP vai monitorar 4,8 mil presos com tornozeleiras
O governo de São Paulo vai monitorar até 4,8 mil presos do regime semiaberto por meio de tornozeleiras eletrônicas. O contrato com o consórcio vencedor da licitação para a prestação do serviço deve ser assinado em 30 dias. Por dia, cerca de 3 mil detentos que deixam as prisões para trabalhar fora serão vigiados por meio do equipamento.
Por enquanto, só nas cinco saídas anuais de presos para a visita de parentes a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) pretende manter sob controle o número máximo de presidiários previsto (4,8 mil). O preço do novo esquema de segurança será de R$ 41 milhões, a serem gastos durante os 30 meses do contrato.
"Testamos o sistema nos últimos dois anos e, desde que nenhum novo contratempo apareça, assinaremos o contrato em 30 dias", afirmou ao 'Estado' o secretário da Administração Penitenciária, Lourival Gomes. Ele se refere a recursos judiciais ou administrativos das empresas derrotadas na licitação.
São Paulo seria o primeiro Estado a monitorar os detentos que saem diariamente das prisões. No dia 16 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que permite o monitoramento eletrônico dos presos que estão nos regimes semiaberto e aberto.
Foragidos
Por ano, no Estado, cerca de 5 mil deles não voltam para as cadeias e se tornam foragidos. Há ainda aqueles que aproveitam a saída diária para roubar e cometer crimes com o álibi de que estavam trabalhando. Com o monitoramento será possível verificar o caminho pelo qual o preso passou enquanto estava com a tornozeleira. Se ele romper o lacre da pulseira, um alarme vai disparar na empresa contratada para vigiá-lo.
De imediato, a empresa informará a SAP, que vai chamar a Polícia Militar para que uma viatura seja despachada, a fim de reencontrar o presidiário. O preso que cometer a infração perde de imediato o direito de cumprir a apena no regime semiaberto e, recapturado, será mandado de volta ao regime fechado. "A empresa não saberá quem é o preso. Cada pulseira será monitorada por meio de um número", contou o secretário.
Só o Departamento de Inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária saberá o nome do preso correspondente à pulseira rompida e o local onde o detento deve estar. O sistema de monitoramento deve ser descentralizado pela SAP em suas coordenadorias do interior - cada uma cuidará dos presos de sua região.
Testes
"Na fase de testes nós buscamos inicialmente a tecnologia das empresas que fazem monitoramento de carros e cargas e das que monitoram presos na Argentina e nos Estados Unidos", contou Gomes. O equipamento foi testado em 30 presos em três regiões do Estado. Os presidiários escolhidos para usar o equipamento foram voluntários que tinham bom comportamento na prisão.
Durante essa fase alguns defeitos no sistema foram detectados pelos técnicos da SAP, como o fato de um dos aparelhos registrar a hora de um fuso dos Estados Unidos e não a de Brasília. Uma das pulseiras - que acabou reprovada - podia ser aberta sem que o alarme na central de controle disparasse. "Era preciso saber se as tornozeleiras eletrônicas estavam adaptadas à nossa realidade", afirmou Gomes.
Só depois de concluir os testes é que a secretaria fez o edital para a licitação, em 2009. Houve ainda ações na Justiça impugnando a licitação e levou quase um ano para que todas fossem decididas. O consórcio vencedor é composto por quatro empresas.
Indústria e comércio iniciam 2º semestre com ritmo forte
A indústria e o comércio iniciam o segundo semestre com ritmo forte de atividade, apesar de reduções marginais do segundo para o terceiro trimestre, apontam duas pesquisas de opinião feitas com empresários.
O temor do superaquecimento do primeiro trimestre, quando o PIB cresceu 2,7% ante o último de 2009 e 9% na comparação com igual período do ano anterior, ficou para trás, dizem os economistas. Mas eles ponderam que a atividade econômica segue em nível elevado, comparável aos bons momentos pré-crise.
A produção prevista da indústria para três meses subiu em junho pelo segundo mês consecutivo, aponta a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, 44,4% das cerca de mil indústrias consultadas apostavam numa produção maior para o período de junho a agosto.
Em maio, essa participação era de 40,5% e, em abril, de 38,4%, quando houve uma forte retração em relação ao mês anterior (45,1%). Os resultados são comparáveis porque estão livres das oscilações sazonais, que normalmente ocorrem de um mês para outro. "Mantém-se a expectativa de desaceleração do ritmo de atividade, mas a evolução do indicador sinaliza que a magnitude esperada para a desaceleração já foi mais intensa", diz o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.
Ajuste
Pesquisa Empresarial Serasa Experian com cerca de mil executivos da indústria, do comércio e do setor de serviços revela que há pequenas reduções nas expectativas em relação ao crédito, emprego e investimentos a cada trimestre, mas o cenário ainda é muito favorável.
Em dezembro, 6% dos empresários achavam que as condições de crédito no primeiro trimestre de 2010 seriam piores em relação ao anterior. No segundo trimestre, essa fatia subiu para 15% e no terceiro trimestre para 19%. Em contrapartida, a fatia dos que acham que as condições de crédito vão se manter ou melhorar em relação ao trimestre anterior é ainda muito elevada. Essa parcela era de 85% no primeiro trimestre, caiu para 85% no segundo trimestre e está em 81%.
Com relação ao emprego, que é um indicador de como vai se comportar a atividade, os resultados são mais robustos. Em dezembro de 2009, 4% das empresas informaram que pretendiam demitir no primeiro trimestre. Esse resultado subiu para 6% no trimestre seguinte e se manteve nesse patamar neste trimestre. Já a fatia de empresas que pretendem contratar ou manter os quadros estava em 96% no primeiro trimestre e desde o segundo trimestre se mantém em 94%.
O temor do superaquecimento do primeiro trimestre, quando o PIB cresceu 2,7% ante o último de 2009 e 9% na comparação com igual período do ano anterior, ficou para trás, dizem os economistas. Mas eles ponderam que a atividade econômica segue em nível elevado, comparável aos bons momentos pré-crise.
A produção prevista da indústria para três meses subiu em junho pelo segundo mês consecutivo, aponta a Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mês passado, 44,4% das cerca de mil indústrias consultadas apostavam numa produção maior para o período de junho a agosto.
Em maio, essa participação era de 40,5% e, em abril, de 38,4%, quando houve uma forte retração em relação ao mês anterior (45,1%). Os resultados são comparáveis porque estão livres das oscilações sazonais, que normalmente ocorrem de um mês para outro. "Mantém-se a expectativa de desaceleração do ritmo de atividade, mas a evolução do indicador sinaliza que a magnitude esperada para a desaceleração já foi mais intensa", diz o superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV, Aloisio Campelo.
Ajuste
Pesquisa Empresarial Serasa Experian com cerca de mil executivos da indústria, do comércio e do setor de serviços revela que há pequenas reduções nas expectativas em relação ao crédito, emprego e investimentos a cada trimestre, mas o cenário ainda é muito favorável.
Em dezembro, 6% dos empresários achavam que as condições de crédito no primeiro trimestre de 2010 seriam piores em relação ao anterior. No segundo trimestre, essa fatia subiu para 15% e no terceiro trimestre para 19%. Em contrapartida, a fatia dos que acham que as condições de crédito vão se manter ou melhorar em relação ao trimestre anterior é ainda muito elevada. Essa parcela era de 85% no primeiro trimestre, caiu para 85% no segundo trimestre e está em 81%.
Com relação ao emprego, que é um indicador de como vai se comportar a atividade, os resultados são mais robustos. Em dezembro de 2009, 4% das empresas informaram que pretendiam demitir no primeiro trimestre. Esse resultado subiu para 6% no trimestre seguinte e se manteve nesse patamar neste trimestre. Já a fatia de empresas que pretendem contratar ou manter os quadros estava em 96% no primeiro trimestre e desde o segundo trimestre se mantém em 94%.
Camacho promete aproveitar chance no Flamengo
O meia Camacho deve ser titular nos primeiros jogos do Flamengo na retomada do Campeonato Brasileiro e quer aproveitar a oportunidade para se firmar na equipe. Por isso, a revelação das categorias de base avisou que vai encarar as próximas partidas como decisões.
"Houve algumas mudanças no elenco, mas estamos trabalhando forte para quando chegarmos na hora do jogo contra o Botafogo estarmos todos bem. Estamos tendo tempo para trabalhar e agora é encarar cada momento como uma decisão. Espero corresponder bem a essa oportunidade que o professor Rogério está me dando. Venho treinando da melhor forma possível para seguir no time titular", afirmou.
Camacho já atuou fora da sua posição no Flamengo e agradece Rogério Lourenço pela chance de jogar como meia. "O Rogério me pediu para jogar pela direita, como fiz contra o Goiás, que é a posição em que eu jogava na base. Sempre atuei como um meia de ligação. Até cheguei a jogar mais recuado, mas minha função é a criação mesmo", disse.
"Houve algumas mudanças no elenco, mas estamos trabalhando forte para quando chegarmos na hora do jogo contra o Botafogo estarmos todos bem. Estamos tendo tempo para trabalhar e agora é encarar cada momento como uma decisão. Espero corresponder bem a essa oportunidade que o professor Rogério está me dando. Venho treinando da melhor forma possível para seguir no time titular", afirmou.
Camacho já atuou fora da sua posição no Flamengo e agradece Rogério Lourenço pela chance de jogar como meia. "O Rogério me pediu para jogar pela direita, como fiz contra o Goiás, que é a posição em que eu jogava na base. Sempre atuei como um meia de ligação. Até cheguei a jogar mais recuado, mas minha função é a criação mesmo", disse.
Papa visita Sulmona para comemorar 8º centenário de Celestino V
ROMA - O papa Bento XVI visitou neste domingo, 4, a localidade de Sulmona, na região dos Abruzos (centro da Itália), para comemorar o 8º centenário do nascimento de São Celestino V, que foi pontífice em 1294 durante alguns meses até sua renúncia.
Em sua terceira visita à localidade, o papa partiu de helicóptero de Roma. Sua última viagem à região foi no ano passado após o terremoto de 6 de abril, que deixou mais de 300 mortos.
Na Praça Garibaldi, o papa presidiu uma missa acompanhada por um grande número de fiéis, na qual expressou sua "proximidade" com todos os que passam por dificuldades e preocupações.
O papa disse saber "que em Sulmona não faltam dificuldades, problemas e preocupações" e que pensava, em particular, nos que vivem em situação precária, sem trabalho e com a incerteza com relação ao futuro e o sofrimento físico e moral e com o sentimento de perda devido ao terremoto de 6 de abril de 2009.
Bento XVI afirmou que o fato de descobrir a Deus não é só o resultado do esforço pessoal, mas também da "graça própria" que o Senhor nos deu.
O papa disse que o breve Pontificado de Celestino V, que acedeu após um vazio na hierarquia eclesiástica de dois anos devido à divisão do colégio cardinalício e que renunciou por desacordo e intrigas de poder, se caracterizou pelo atendimento aos doentes e por seu distanciamento das modas, das imposições e da violência.
Em sua habitual reza do Ângelus dominical, feita extraordinariamente neste domingo, 4, a partir da Praça Garibaldi de Sulmona, o pontífice apostou por realizar um estilo de vida "sóbrio", como o da virgem Maria.
Na visita de Bento XVI a Sulmona está previsto a inauguração de uma casa de amparada para sacerdotes doentes e idosos, um almoço com os bispos de Abruzos e da vizinha região de Molise, assim como um encontro com policiais e presos no centro penitenciário de Sulmona e com jovens na catedral.
Em sua terceira visita à localidade, o papa partiu de helicóptero de Roma. Sua última viagem à região foi no ano passado após o terremoto de 6 de abril, que deixou mais de 300 mortos.
Na Praça Garibaldi, o papa presidiu uma missa acompanhada por um grande número de fiéis, na qual expressou sua "proximidade" com todos os que passam por dificuldades e preocupações.
O papa disse saber "que em Sulmona não faltam dificuldades, problemas e preocupações" e que pensava, em particular, nos que vivem em situação precária, sem trabalho e com a incerteza com relação ao futuro e o sofrimento físico e moral e com o sentimento de perda devido ao terremoto de 6 de abril de 2009.
Bento XVI afirmou que o fato de descobrir a Deus não é só o resultado do esforço pessoal, mas também da "graça própria" que o Senhor nos deu.
O papa disse que o breve Pontificado de Celestino V, que acedeu após um vazio na hierarquia eclesiástica de dois anos devido à divisão do colégio cardinalício e que renunciou por desacordo e intrigas de poder, se caracterizou pelo atendimento aos doentes e por seu distanciamento das modas, das imposições e da violência.
Em sua habitual reza do Ângelus dominical, feita extraordinariamente neste domingo, 4, a partir da Praça Garibaldi de Sulmona, o pontífice apostou por realizar um estilo de vida "sóbrio", como o da virgem Maria.
Na visita de Bento XVI a Sulmona está previsto a inauguração de uma casa de amparada para sacerdotes doentes e idosos, um almoço com os bispos de Abruzos e da vizinha região de Molise, assim como um encontro com policiais e presos no centro penitenciário de Sulmona e com jovens na catedral.
Candidatos definem estratégia para início da campanha
Passadas as convenções e os debates pré-campanha, e já sem a "concorrência" da Copa do Mundo, da qual o Brasil está eliminado, começam oficialmente, na terça-feira, as campanhas eleitorais - ainda sem o horário no rádio e na TV, que só vale a partir de 17 de agosto -, mas com os comícios e a propaganda legal nas ruas.
As estratégias estão definidas. Enquanto o tucano José Serra se organiza para um intenso corpo a corpo na região Sudeste, onde as pesquisas apontam uma certa queda de sua liderança, a candidata Marina Silva, do PV, empenha-se na preparação para os debates diretos - sua grande arma, já que seu tempo em rádio e TV será de apenas 72 segundos. E para Dilma Rousseff (PT), a prioridade são as cenas e falas para preencher os seus longos 10min25s no horário gratuito.
"Vamos intensificar a campanha em São Paulo", avisa o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, embora sua campanha comece por Curitiba. Serra não deverá aceitar os pedidos de ser mais agressivo contra o governo. "Não devemos mudar o tom", afirma Roberto Freire, presidente nacional do PPS e assessor da campanha.
Nas hostes do governo, o clima é de otimismo. Dilma parece "mais disciplinada", capaz de suportar melhor as provocações. "Ela tomou gosto pela campanha", diz o secretário-geral José Eduardo Martins Cardozo.
Para Paulo de Tarso, marqueteiro de Marina Silva, o desafio é bem diferente. Ele já considera a senadora "a pessoa mais bem preparada" entre os três. Assim, o objetivo "é apenas melhorar seu desempenho".
As estratégias estão definidas. Enquanto o tucano José Serra se organiza para um intenso corpo a corpo na região Sudeste, onde as pesquisas apontam uma certa queda de sua liderança, a candidata Marina Silva, do PV, empenha-se na preparação para os debates diretos - sua grande arma, já que seu tempo em rádio e TV será de apenas 72 segundos. E para Dilma Rousseff (PT), a prioridade são as cenas e falas para preencher os seus longos 10min25s no horário gratuito.
"Vamos intensificar a campanha em São Paulo", avisa o senador Sérgio Guerra (PE), presidente nacional do PSDB, embora sua campanha comece por Curitiba. Serra não deverá aceitar os pedidos de ser mais agressivo contra o governo. "Não devemos mudar o tom", afirma Roberto Freire, presidente nacional do PPS e assessor da campanha.
Nas hostes do governo, o clima é de otimismo. Dilma parece "mais disciplinada", capaz de suportar melhor as provocações. "Ela tomou gosto pela campanha", diz o secretário-geral José Eduardo Martins Cardozo.
Para Paulo de Tarso, marqueteiro de Marina Silva, o desafio é bem diferente. Ele já considera a senadora "a pessoa mais bem preparada" entre os três. Assim, o objetivo "é apenas melhorar seu desempenho".
COPA-Jorginho e Américo ainda têm futuro por definir com CBF
Apesar do tom de despedida do técnico Dunga, após a derrota para a Holanda, parte da comissão técnica do Brasil que desembarcou no Rio de Janeiro na madrugada deste domingo ainda não jogou a toalha.
O auxiliar Jorginho e o supervisor Américo Faria ainda aguardam uma conversa com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para definirem seu futuro.
"Não nos arrependemos de nada que foi feito. Tivemos organização, criamos um espírito de amor e comprometimento. É tudo isso que queremos", disse Jorginho ao desembarcar com a seleção no Rio de Janeiro, depois da eliminação do time nas quartas de final por 2 x 1 pela Holanda no Mundial da África do Sul.
"O presidente não vai voltar antes do fim da Copa. É preciso ter calma e tranquilidade para definir tudo da melhor maneira... O Dunga falou na adrenalina após o jogo, e agora é preciso pensar. Ele tem muito potencial e muito a contribuir", acrescentou o auxiliar, que chegou a discutir com alguns jornalistas que reclamaram do empurra-empurra e da falta de organização da CBF na chegada do Brasil.
O supervisor Américo Faria também aguarda pelo presidente da CBF para discutir o destino na seleção. "Só quem pode falar sobre isso e quem está habilitado é o presidente, que ainda não falou nada conosco", declarou.
Na sexta-feira depois da derrota, o técnico Dunga indicou que deixaria o comando da seleção, alegando que o acertado seriam quatro anos.
"Quanto ao meu futuro, desde que eu cheguei na seleção todo mundo sabia que seria quatro anos que eu iria ficar", disse o treinador em entrevista coletiva após a derrota.
Desde a eliminação do Brasil, surgiram especulações sobre um possível retorno de Luis Felipe Scolari ao cargo de treinador da seleção. Em recente entrevista, Felipão, que acertou com o Palmeiras, declarou que desejava encerrar sua carreira como treinador à frente de uma seleção na Copa de 2014, no Brasil.
O auxiliar Jorginho e o supervisor Américo Faria ainda aguardam uma conversa com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para definirem seu futuro.
"Não nos arrependemos de nada que foi feito. Tivemos organização, criamos um espírito de amor e comprometimento. É tudo isso que queremos", disse Jorginho ao desembarcar com a seleção no Rio de Janeiro, depois da eliminação do time nas quartas de final por 2 x 1 pela Holanda no Mundial da África do Sul.
"O presidente não vai voltar antes do fim da Copa. É preciso ter calma e tranquilidade para definir tudo da melhor maneira... O Dunga falou na adrenalina após o jogo, e agora é preciso pensar. Ele tem muito potencial e muito a contribuir", acrescentou o auxiliar, que chegou a discutir com alguns jornalistas que reclamaram do empurra-empurra e da falta de organização da CBF na chegada do Brasil.
O supervisor Américo Faria também aguarda pelo presidente da CBF para discutir o destino na seleção. "Só quem pode falar sobre isso e quem está habilitado é o presidente, que ainda não falou nada conosco", declarou.
Na sexta-feira depois da derrota, o técnico Dunga indicou que deixaria o comando da seleção, alegando que o acertado seriam quatro anos.
"Quanto ao meu futuro, desde que eu cheguei na seleção todo mundo sabia que seria quatro anos que eu iria ficar", disse o treinador em entrevista coletiva após a derrota.
Desde a eliminação do Brasil, surgiram especulações sobre um possível retorno de Luis Felipe Scolari ao cargo de treinador da seleção. Em recente entrevista, Felipão, que acertou com o Palmeiras, declarou que desejava encerrar sua carreira como treinador à frente de uma seleção na Copa de 2014, no Brasil.
Sal e sódio causam dúvida a hipertensos, diz pesquisa
Reduzir o sal na dieta é a primeira recomendação que um portador de hipertensão recebe do médico. Mas uma pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia com 1.294 hipertensos mostrou que 93% deles não sabem fazer a relação entre o sal e o sódio descrito nas embalagens de alimentos. Pior: 75% nem sequer leem os rótulos e 45% não sabem que os produtos industrializados podem conter sal.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder seis gramas por dia - uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para cinco gramas.
Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a obesidade e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.
Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).
"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da alimentação, mas não é a única."
O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal.
Anvisa
"Estou elaborando uma proposta governamental para alterar a informação dos rótulos para que contenham a quantidade de sal", diz Magnoni. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não seria possível fazer essa alteração porque muitos alimentos - como o leite - contêm naturalmente sódio, mas não sal. "Declarar a quantidade de sal em um alimento que não teve adição desse ingrediente seria enganar o consumidor", afirmou a agência em nota.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo diário de sal não deve exceder seis gramas por dia - uma colher de chá. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) deve lançar em breve uma nova diretriz reduzindo esse valor recomendado para cinco gramas.
Estudo recente no New England Journal of Medicine apontou que diminuir o consumo de sal pode reduzir doenças cardiovasculares tanto quanto parar de fumar, combater a obesidade e controlar o colesterol. O problema é que a tabela nutricional das embalagens não informa a quantidade de sal e sim a de sódio - um dos componentes do sal de cozinha e o verdadeiro causador da pressão alta.
Para aumentar a confusão, o sódio não está apenas em alimentos salgados, mas também em conservantes (nitrito de sódio e nitrato de sódio), adoçantes (ciclamato de sódio e sacarina sódica), fermentos (bicarbonato de sódio) e realçadores de sabor (glutamato monossódico).
"Isoladamente, o sódio não tem sabor, mas apenas 24% dos entrevistados sabiam disso", diz a nutricionista Cristiane Kovacs, uma das autoras do estudo. "Costuma-se recomendar a redução no consumo de sal porque ele é a principal fonte de sódio da alimentação, mas não é a única."
O cardiologista Daniel Magnoni, coordenador da pesquisa, explica que é preciso multiplicar o valor de sódio no rótulo por 2,5 para saber o quanto aquilo corresponde em gramas de sal. Um alimento com 500 mg de sódio representa 1,25 g de sal.
Anvisa
"Estou elaborando uma proposta governamental para alterar a informação dos rótulos para que contenham a quantidade de sal", diz Magnoni. Mas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não seria possível fazer essa alteração porque muitos alimentos - como o leite - contêm naturalmente sódio, mas não sal. "Declarar a quantidade de sal em um alimento que não teve adição desse ingrediente seria enganar o consumidor", afirmou a agência em nota.
Presidente e vice da federação nigeriana são demitidos
A Federação de Futebol da Nigéria anunciou neste domingo a demissão do presidente e do vice-presidente da entidade, dias depois do presidente do país suspender a seleção nacional por dois anos, após a eliminação na primeira fase da Copa do Mundo da África do Sul.
Em um comunicado divulgado neste domingo, o comitê executivo da federação disse que o presidente Sani Lulu e o vice-presidente Amanze Ugbulam, bem como um membro do comitê técnico da entidade, foram demitidos. O comitê também disse que queria "apresentar um pedido de desculpas" pelo desempenho ruim da equipe na Copa do Mundo.
O comitê também pediu parra o presidente Goodluck Jonatahan reconsiderar a sua decisão de suspender a seleção de partidas internacionais por dois anos. A Nigéria corre o risco de ser punida pela Fifa caso a decisão do presidente seja mantida, já que a entidade deu prazo até segunda-feira para que a medida seja revertida.
"Nós apaixonadamente apelamos ao presidente para reconsiderar a ação anterior do governo de retirar todas as equipes de futebol de competições da Fifa e da CAF por dois anos", afirmou. A federação também prometeu "tomar medidas urgentes para recuperar da má administração o futebol do país".
Em um comunicado divulgado neste domingo, o comitê executivo da federação disse que o presidente Sani Lulu e o vice-presidente Amanze Ugbulam, bem como um membro do comitê técnico da entidade, foram demitidos. O comitê também disse que queria "apresentar um pedido de desculpas" pelo desempenho ruim da equipe na Copa do Mundo.
O comitê também pediu parra o presidente Goodluck Jonatahan reconsiderar a sua decisão de suspender a seleção de partidas internacionais por dois anos. A Nigéria corre o risco de ser punida pela Fifa caso a decisão do presidente seja mantida, já que a entidade deu prazo até segunda-feira para que a medida seja revertida.
"Nós apaixonadamente apelamos ao presidente para reconsiderar a ação anterior do governo de retirar todas as equipes de futebol de competições da Fifa e da CAF por dois anos", afirmou. A federação também prometeu "tomar medidas urgentes para recuperar da má administração o futebol do país".
Com lesão muscular, Khedira é dúvida alemã para semi
A Alemanha, que já não terá o meia Thomas Muller, suspenso, pode ganhar o desfalque de Khedira para o jogo contra a Espanha, na próxima quarta-feira, pela semifinal da Copa do Mundo.
Khedira sofreu uma lesão muscular na perna direita no segundo tempo da vitória por 4 a 0 da Alemanha sobre a Argentina, neste sábado, pelas quartas de final, e foi substituído por Kroos.
Segundo a Federação Alemã de Futebol, o jogador começará o tratamento médico neste domingo, dia em que os titulares farão apenas exercícios regenerativos, e será avaliado nesta segunda.
O atacante brasileiro naturalizado alemão Cacau, que sente dores musculares na região do abdome há uma semana, também está sob cuidado dos médicos e é dúvida para a partida.
Khedira sofreu uma lesão muscular na perna direita no segundo tempo da vitória por 4 a 0 da Alemanha sobre a Argentina, neste sábado, pelas quartas de final, e foi substituído por Kroos.
Segundo a Federação Alemã de Futebol, o jogador começará o tratamento médico neste domingo, dia em que os titulares farão apenas exercícios regenerativos, e será avaliado nesta segunda.
O atacante brasileiro naturalizado alemão Cacau, que sente dores musculares na região do abdome há uma semana, também está sob cuidado dos médicos e é dúvida para a partida.
Morre em Beirute aiatolá Mohammed Hussein Fadlallah
O aiatolá Mohammed Hussein Fadlallah, uma das mais importantes figuras do clérigo xiita no Líbano, morreu hoje, aos 75 anos, em um hospital de Beirute, após ficar doente por um longo período. Do lado de fora do hospital e na mesquita Al-Hassanayn, no subúrbio de Haret Hreik, onde Fadlallah dava aulas de religião e sermões, bandeiras pretas foram penduradas em sinal de luto. Milhares de seguidores, incluindo mulheres, choravam abertamente.
Por muito tempo, o aiatolá sofreu de diabetes e pressão alta. Ele estava internado há duas semanas, mas seu estado de saúde piorou na sexta-feira, quando complicações no fígado provocaram hemorragia interna. Um dos médicos, Hashem Noureddine, disse que ele havia morrido de sangramento no estômago. "Este é um dia sombrio", afirmou o funcionário público Mahmoud Malak. "Eu acho que ninguém será capaz de preencher o vazio que ele deixará."
Fadlallah, conhecido por sua firme postura antiamericana, contribuiu com a ascensão da comunidade xiita no país nas últimas décadas. Ele foi um dos fundadores do Partido Dawa, ao qual pertence o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Malik, e teria sido seu guia religioso até o último dia de vida.
Nascido no Iraque, em 1935, ele viveu na cidade xiita de Najaf até completar 30 anos. Mais tarde, Fadlallah se mudou para o Líbano, onde começou a lecionar religião e incitou os xiitas - que hoje representam um terço da população libanesa de quatro milhões de pessoas - a lutar por seus direitos nas décadas de 70 e 80.
O aiatolá foi tido nos anos 80 como líder espiritual do Hezbollah, afirmação que foi negada por ele e pelo grupo militante. Durante a guerra civil libanesa (1975-1990), ele também foi associado aos rebeldes xiitas que sequestraram norte-americanos e outros ocidentais, bem como bombardearam a embaixada dos Estados Unidos e uma base da marinha no Líbano, matando mais de 260 pessoas.
Por muito tempo, o aiatolá sofreu de diabetes e pressão alta. Ele estava internado há duas semanas, mas seu estado de saúde piorou na sexta-feira, quando complicações no fígado provocaram hemorragia interna. Um dos médicos, Hashem Noureddine, disse que ele havia morrido de sangramento no estômago. "Este é um dia sombrio", afirmou o funcionário público Mahmoud Malak. "Eu acho que ninguém será capaz de preencher o vazio que ele deixará."
Fadlallah, conhecido por sua firme postura antiamericana, contribuiu com a ascensão da comunidade xiita no país nas últimas décadas. Ele foi um dos fundadores do Partido Dawa, ao qual pertence o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Malik, e teria sido seu guia religioso até o último dia de vida.
Nascido no Iraque, em 1935, ele viveu na cidade xiita de Najaf até completar 30 anos. Mais tarde, Fadlallah se mudou para o Líbano, onde começou a lecionar religião e incitou os xiitas - que hoje representam um terço da população libanesa de quatro milhões de pessoas - a lutar por seus direitos nas décadas de 70 e 80.
O aiatolá foi tido nos anos 80 como líder espiritual do Hezbollah, afirmação que foi negada por ele e pelo grupo militante. Durante a guerra civil libanesa (1975-1990), ele também foi associado aos rebeldes xiitas que sequestraram norte-americanos e outros ocidentais, bem como bombardearam a embaixada dos Estados Unidos e uma base da marinha no Líbano, matando mais de 260 pessoas.
Jonas exalta entrosamento com Borges no Grêmio
Os atacantes Jonas, autor de dois gols, e Borges, que marcou um, foram os grandes destaques do Grêmio na vitória por 3 a 0 sobre o Vasco, na noite de sábado, pela Copa da Hora, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis. Satisfeito, Jonas comemorou o bom entendimento com o seu companheiro de ataque.
"Jogar ao lado do Borges é fácil porque ele é muito inteligente e eu falei isso pra ele. Gosto do estilo de jogo dele. Estou feliz e espero que a gente possa retomar o Brasileirão fazendo gols, junto de nossos companheiros, pois isso aqui é um grande grupo", disse.
Jonas ressaltou a importância do Grêmio ganhar ritmo de jogo com a disputa de um torneio amistoso. "Acho que este torneio é bom porque a equipe, quando parou o Brasileirão, muita gente estava machucada. Isso agora é bom para dar ritmo e entrosar os companheiros. Eu e o Borges estamos sendo felizes na parceria e o primeiro gol surgiu do fruto de um trabalho que a gente vem fazendo desde o começo do ano", afirmou.
O atacante também destacou que a equipe precisava se recuperar após estrear no torneio com uma derrota para o Coritiba. "Ninguém veio aqui para passar vergonha ou brincar. O Grêmio é muito grande e sempre vai jogar para vencer. Foi o que aconteceu hoje, diante de um time de primeira divisão. Conseguimos a vitória, mesmo que seja em um torneio amistoso", comentou.
"Jogar ao lado do Borges é fácil porque ele é muito inteligente e eu falei isso pra ele. Gosto do estilo de jogo dele. Estou feliz e espero que a gente possa retomar o Brasileirão fazendo gols, junto de nossos companheiros, pois isso aqui é um grande grupo", disse.
Jonas ressaltou a importância do Grêmio ganhar ritmo de jogo com a disputa de um torneio amistoso. "Acho que este torneio é bom porque a equipe, quando parou o Brasileirão, muita gente estava machucada. Isso agora é bom para dar ritmo e entrosar os companheiros. Eu e o Borges estamos sendo felizes na parceria e o primeiro gol surgiu do fruto de um trabalho que a gente vem fazendo desde o começo do ano", afirmou.
O atacante também destacou que a equipe precisava se recuperar após estrear no torneio com uma derrota para o Coritiba. "Ninguém veio aqui para passar vergonha ou brincar. O Grêmio é muito grande e sempre vai jogar para vencer. Foi o que aconteceu hoje, diante de um time de primeira divisão. Conseguimos a vitória, mesmo que seja em um torneio amistoso", comentou.
sábado, 3 de julho de 2010
Vocação nacional
Vi o jogo contra a Holanda num lugar cheio de gente. Muitos jovens espalhados pelas mesas, alegres, profundamente alegres, antes do jogo. Havia no recinto pelo menos dois desses instrumentos cujo nome me soa vagamente pornográfico, as tais vuvuzelas. Os instrumentistas, que tinham por objetivo arrebentar meus tímpanos de qualquer maneira, se ocultavam estrategicamente pelo ambiente e eu não conseguia identificá-los. Não que isso pudesse fazer alguma diferença. Provavelmente me limitaria a lhes lançar um olhar de desprezo que eles, com toda certeza, ignorariam e voltariam a fazer soar suas vuvuzelas. O fato é que tudo ia bem, o Brasil marcou e o caminho para a semi final estava aberto. O que me chamava a atenção, porém, era o incrível ardor patriótico dos jovens da torcida. Vibravam como não me lembro de ter visto algo semelhante em nenhuma Copa anterior. Se desesperavam, gritavam alucinados, possessos.
Quando o Brasil marcou foi uma loucura. E a alegria continuou até o fim do primeiro tempo. No segundo, como todos sabem, foi só sofrimento. A garotada em meu redor estava indo quase às lágrimas, roía as unhas, perto de arrancar os cabelos. Finalmente, o pior. O juiz apita e o Brasil estava fora da Copa. Pensei em sair rapidamente do ambiente para não presenciar cenas que poderiam me incomodar, de choro convulsivo para cima. Dei graças a Deus por nada estar acontecendo.
Pensei que era apenas o primeiro momento do choque e que logo depois viriam as lamentações e, quem sabe, as tragédias pelo desgosto e pela desilusão. Fui caminhando pela rua, cheguei à Paulista e nas aglomerações que vi ainda não havia nada de tão alarmante. Desci para o centro e decidi almoçar.
No restaurante, calmo e tranquilo, nenhum vestígio do jogo. Os garçons pareciam em outro país. De repente, entram duas pessoas vestidas com as cores da seleção. Estranhamente não pareciam muito devastadas. Fiquei observando-as durante o almoço e vi que comiam com grande apetite, conversando animadamente. Não fossem os uniformes e em nada lembrariam os fanáticos torcedores das vuvuzelas.
Saí à rua depois do almoço e comecei a caminhar. Nos bares, as pessoas se aglomeravam tomando suas cervejas e dando risadas. Uma hora depois de o Brasil perder da Holanda tudo parecia esquecido e, no centro de São Paulo, havia a paz de um dia de sol, de inverno ameno, com as pessoas gozando o clima. Onde tinha ido parar aquele fervor patriótico?
Comecei a pensar sobre o brasileiro à luz do que via diante de mim. Pessoas ainda vestidas com as cores nacionais bebericando e papeando descontraidamente. E então algo me passou pela cabeça. Eu tinha tomado por patriotismo uma outra coisa. Não era patriotismo, era apenas a alegria de um dia de feriado, em que ninguém ia trabalhar. Claro, havia a seleção, bem entendido. Mas não era importante. O importante era não ir ao trabalho e poder zanzar alegremente pelas ruas e gozar da tarde de céu azul. Pensei, e fiquei orgulhoso disso, que nossa vocação nacional não é para ser uma potência. Não é para entrar no clube dos poderosos da Terra, mas para ser feliz.
E, afinal, o que é a felicidade senão vagabundear tranquilamente, sem pensar em coisas que só complicam a existência e fazem mal ao fígado? Dunga já era passado distante uma hora depois da derrota.
Quando o Brasil marcou foi uma loucura. E a alegria continuou até o fim do primeiro tempo. No segundo, como todos sabem, foi só sofrimento. A garotada em meu redor estava indo quase às lágrimas, roía as unhas, perto de arrancar os cabelos. Finalmente, o pior. O juiz apita e o Brasil estava fora da Copa. Pensei em sair rapidamente do ambiente para não presenciar cenas que poderiam me incomodar, de choro convulsivo para cima. Dei graças a Deus por nada estar acontecendo.
Pensei que era apenas o primeiro momento do choque e que logo depois viriam as lamentações e, quem sabe, as tragédias pelo desgosto e pela desilusão. Fui caminhando pela rua, cheguei à Paulista e nas aglomerações que vi ainda não havia nada de tão alarmante. Desci para o centro e decidi almoçar.
No restaurante, calmo e tranquilo, nenhum vestígio do jogo. Os garçons pareciam em outro país. De repente, entram duas pessoas vestidas com as cores da seleção. Estranhamente não pareciam muito devastadas. Fiquei observando-as durante o almoço e vi que comiam com grande apetite, conversando animadamente. Não fossem os uniformes e em nada lembrariam os fanáticos torcedores das vuvuzelas.
Saí à rua depois do almoço e comecei a caminhar. Nos bares, as pessoas se aglomeravam tomando suas cervejas e dando risadas. Uma hora depois de o Brasil perder da Holanda tudo parecia esquecido e, no centro de São Paulo, havia a paz de um dia de sol, de inverno ameno, com as pessoas gozando o clima. Onde tinha ido parar aquele fervor patriótico?
Comecei a pensar sobre o brasileiro à luz do que via diante de mim. Pessoas ainda vestidas com as cores nacionais bebericando e papeando descontraidamente. E então algo me passou pela cabeça. Eu tinha tomado por patriotismo uma outra coisa. Não era patriotismo, era apenas a alegria de um dia de feriado, em que ninguém ia trabalhar. Claro, havia a seleção, bem entendido. Mas não era importante. O importante era não ir ao trabalho e poder zanzar alegremente pelas ruas e gozar da tarde de céu azul. Pensei, e fiquei orgulhoso disso, que nossa vocação nacional não é para ser uma potência. Não é para entrar no clube dos poderosos da Terra, mas para ser feliz.
E, afinal, o que é a felicidade senão vagabundear tranquilamente, sem pensar em coisas que só complicam a existência e fazem mal ao fígado? Dunga já era passado distante uma hora depois da derrota.
Nadal, a um passo de repetir melhor ano da carreira
Rafael Nadal está convencido a igualar nesta temporada seus resultados de 2008, ano em que chegou ao posto de número 1 do mundo e provou para o mito Roger Federer que poderia assombrá-lo em qualquer superfície. Depois de recuperar a coroa de Roland Garros, o espanhol hoje, às 10 horas (de Brasília), tem a chance de conquistar sua segunda taça de Wimbledon. Tomas Berdych é o único que ainda pode detê-lo na empreitada.
"Não gosto muito de fazer comparações", diz Nadal, que curte mesmo é estar em quadra e não falando. "Cada ano é completamente diferente. Mas, para mim, é incrível estar na final. A vitória sobre o (britânico Andy) Murray na semifinal foi uma das mais difíceis da minha carreira."
Nadal foi o único a ter o privilégio de bater Federer na final de Wimbledon, exatamente em 2008. Agora poderá tornar-se o único espanhol a conquistar dois títulos na grama do All England Club ? o único compatriota a deter um troféu é Manolo Santana, em 1966. Seria, ainda aos 24 anos de idade, seu oitavo título de Grand Slam ? o recorde pertence ao suíço, 16 taças.
Ano passado o espanhol que agora parece imbatível nem sequer jogou em Wimbledon. Uma tendinite nos joelhos impediu-lhe de defender o título em Londres e prejudicou a segunda metade de sua temporada. "É muito especial quando você passa por momentos difíceis e consegue retornar ao topo, mais saboroso."
Só que o checo Berdych, que já bateu Federer em Wimbledon este ano, faz sua primeira final de Grand Slam ? estreou em semifinais recentemente, um mês atrás, em Roland Garros. Definitivamente, não está disposto a perder a oportunidade de se consagrar com vitórias sobre os dois maiores mitos da atualidade na grama. "Vou tentar fazer o mesmo que fiz contra o Federer", afirmou. "Ainda tenho muito a mostrar no último jogo."
"Não gosto muito de fazer comparações", diz Nadal, que curte mesmo é estar em quadra e não falando. "Cada ano é completamente diferente. Mas, para mim, é incrível estar na final. A vitória sobre o (britânico Andy) Murray na semifinal foi uma das mais difíceis da minha carreira."
Nadal foi o único a ter o privilégio de bater Federer na final de Wimbledon, exatamente em 2008. Agora poderá tornar-se o único espanhol a conquistar dois títulos na grama do All England Club ? o único compatriota a deter um troféu é Manolo Santana, em 1966. Seria, ainda aos 24 anos de idade, seu oitavo título de Grand Slam ? o recorde pertence ao suíço, 16 taças.
Ano passado o espanhol que agora parece imbatível nem sequer jogou em Wimbledon. Uma tendinite nos joelhos impediu-lhe de defender o título em Londres e prejudicou a segunda metade de sua temporada. "É muito especial quando você passa por momentos difíceis e consegue retornar ao topo, mais saboroso."
Só que o checo Berdych, que já bateu Federer em Wimbledon este ano, faz sua primeira final de Grand Slam ? estreou em semifinais recentemente, um mês atrás, em Roland Garros. Definitivamente, não está disposto a perder a oportunidade de se consagrar com vitórias sobre os dois maiores mitos da atualidade na grama. "Vou tentar fazer o mesmo que fiz contra o Federer", afirmou. "Ainda tenho muito a mostrar no último jogo."
Dois argentinos cotados para assumir a seleção
O Japão parece estar atrás de um toque portenho para a seleção. Segundo o jornal Nikkan Sports, dois treinadores argentinos são os mais cotados para assumir o lugar de Takeshi Okada após a eliminação nas oitavas, frente ao Paraguai: José Pekerman (foto), que comandou a Argentina em 2006, e Marcelo Bielsa. Este, no entanto, está mais longe: os chilenos já fazem campanha para que ele permaneça, após levar a seleção às oitavas nesta Copa.
Maradona: ''Foi o dia mais duro de minha vida''
Na carreira de jogador, Maradona passou por todos os momentos de vitória e derrota. Na vida particular, esteve perto da morte, por causa do uso de drogas. Ontem, "El Diez" sofreu mais um revés importante. Maradona estava arrasado na entrevista coletiva após a derrota para a Alemanha por 4 a 0, no Green Point Stadium, na Cidade do Cabo.
O técnico da seleção argentina era o retrato da decepção. "Perto dos 50 anos (completa em 30 de outubro), sinto este momento como um soco de Muhammad Ali. Sinto por tudo o que construímos neste período juntos. Estou decepcionado como todos os argentinos."
Maradona revelou que pouco se falou no vestiário, após o jogo. "Era só tristeza." O treinador se exaltou quando perguntado se alguém na Argentina poderia estar feliz com a derrota da seleção. "Você está fazendo pressão? Está me pressionando", perguntou ao repórter. "Não acho que algum argentino possa ter gostado de ver a seleção perder."
O técnico argentino revelou que o gol logo aos três minutos de jogo quebrou o esquema preparado para a partida. "O resultado do jogo não representa o que verdadeiramente aconteceu em campo. Tínhamos todos os pontos marcados para as bolas paradas, pois sabíamos que era um ponto forte da Alemanha. Mas aquele gol...", disse, referindo-se ao primeiro, de Müller.
Mesmo assim, Maradona encontrou feitos positivos de sua equipe neste Mundial. "Não concretizamos um sonho, mas encontramos um caminho. Esse é o verdadeiro futebol argentino, jogado para a frente, que toca bem a bola. Estou convencido de que esse é o jeito certo de se jogar. Não se pode analisar apenas por um dia em que tudo de ruim aconteceu." Pouco depois, Dieguito disse que "no futebol atual, o coletivo supera o individualismo", o que explica, segundo ele, o mau futebol apresentado por estrelas como Kaká, Cristiano Ronaldo e Rooney.
Sobre o desempenho de Messi, Maradona questionou que ele tenha ido mal. "Por que Messi não fez um gol? Por que a bola subiu ou o goleiro foi o melhor em campo." O treinador defendeu seu craque e não admitiu críticas. "Ele fez uma grande Copa. É estúpido dizer que ele não quer estar aqui, jogando por seu país. Isso acabou no futebol argentino. Hoje os jogadores podem estar milionários, mas atuam por amor. Não há mistérios ou brigas dentro do elenco."
Ao contrário de Dunga, que entregou o cargo poucos minutos depois da eliminação para a Holanda, Maradona deu a entender que deve permanecer no comando da seleção. "Preciso conversar com minha família e com os jogadores." Se depender do apoio do capitão Mascherano, ele continua. "Não há motivos para mudar." Tevez concorda: "Ele tem de continuar."
O técnico da seleção argentina era o retrato da decepção. "Perto dos 50 anos (completa em 30 de outubro), sinto este momento como um soco de Muhammad Ali. Sinto por tudo o que construímos neste período juntos. Estou decepcionado como todos os argentinos."
Maradona revelou que pouco se falou no vestiário, após o jogo. "Era só tristeza." O treinador se exaltou quando perguntado se alguém na Argentina poderia estar feliz com a derrota da seleção. "Você está fazendo pressão? Está me pressionando", perguntou ao repórter. "Não acho que algum argentino possa ter gostado de ver a seleção perder."
O técnico argentino revelou que o gol logo aos três minutos de jogo quebrou o esquema preparado para a partida. "O resultado do jogo não representa o que verdadeiramente aconteceu em campo. Tínhamos todos os pontos marcados para as bolas paradas, pois sabíamos que era um ponto forte da Alemanha. Mas aquele gol...", disse, referindo-se ao primeiro, de Müller.
Mesmo assim, Maradona encontrou feitos positivos de sua equipe neste Mundial. "Não concretizamos um sonho, mas encontramos um caminho. Esse é o verdadeiro futebol argentino, jogado para a frente, que toca bem a bola. Estou convencido de que esse é o jeito certo de se jogar. Não se pode analisar apenas por um dia em que tudo de ruim aconteceu." Pouco depois, Dieguito disse que "no futebol atual, o coletivo supera o individualismo", o que explica, segundo ele, o mau futebol apresentado por estrelas como Kaká, Cristiano Ronaldo e Rooney.
Sobre o desempenho de Messi, Maradona questionou que ele tenha ido mal. "Por que Messi não fez um gol? Por que a bola subiu ou o goleiro foi o melhor em campo." O treinador defendeu seu craque e não admitiu críticas. "Ele fez uma grande Copa. É estúpido dizer que ele não quer estar aqui, jogando por seu país. Isso acabou no futebol argentino. Hoje os jogadores podem estar milionários, mas atuam por amor. Não há mistérios ou brigas dentro do elenco."
Ao contrário de Dunga, que entregou o cargo poucos minutos depois da eliminação para a Holanda, Maradona deu a entender que deve permanecer no comando da seleção. "Preciso conversar com minha família e com os jogadores." Se depender do apoio do capitão Mascherano, ele continua. "Não há motivos para mudar." Tevez concorda: "Ele tem de continuar."
Serena garante o tetra em Wimbledon
Depois do 5.º título do Aberto da Austrália, em janeiro, Serena Williams garantiu mais um Grand Slam em 2010. Ontem, a americana de 28 anos se tornou tetracampeã do Torneio de Wimbledon, ao vencer com facilidade a russa Vera Zvonareva por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2.
A líder do ranking feminino passou a ser 6.ª maior vencedora de Grand Slams da história ? conquistou 13, tendo triunfado cinco vezes em Melbourne, superando a compatriota Billie Jean King, com 12. "É, Billie, te alcancei!", brincou Serena, falando para a ex-tenista que assistiu o jogo na tribuna real ? a amiga devolveu com um sorriso e um tchauzinho. "É notável estar na companhia de tantas grandes jogadoras. E 13 é o meu número de sorte." Serena ainda venceu o US Open em três oportunidades e ganhou Roland Garros uma vez.
Cabeça de chave número um do torneio, Serena precisou de apenas 67 minutos para arrasar sua rival. Mais uma vez, demonstrou porque é considerada uma das melhores tenistas de todos os tempos. A americana fez nove aces e quebrou três vezes o saque da rival russa. Em sete jogos, não perdeu um único set. Mais impressionante do que nunca em seus fortes saques, Serena conseguiu um total de 89 aces, recorde no torneio, alguns com velocidade superior a 200 km por hora. "Acho que nunca saquei tão bem", admitiu, orgulhosa. "Mas, a cada vez que piso nesta quadra de grama, meu saque melhora."
Já Zvonareva, que disputou sua primeira final de Grand Slam, não conseguiu repetir as boas atuações como as que garantiram as vitórias diante da sérvia Jelena Jankovic e da belga Kim Clijsters. "De fato, não pude fazer o meu melhor porque Serena simplesmente não permitiu", admitiu a russa de 25 anos, que, mesmo com a derrota, voltará a fazer parte do top 10 da ATP ? ela deve assumir a 9.ª colocação.
Presentinho. Serena usou uma gargantilha da irmã Venus, eliminada nas quartas. O adereço foi uma espécie de amuleto. Pela primeira vez, Serena derrotou uma adversária na final em Wimbledon que não fosse sua irmã mais velha. "Ela me emprestou para que eu vencesse. Agora não sei se eu quero devolver..." A vitória de ontem aumentou a supremacia das Williams no torneio inglês ? elas venceram nove das últimas 11 edições.
A líder do ranking feminino passou a ser 6.ª maior vencedora de Grand Slams da história ? conquistou 13, tendo triunfado cinco vezes em Melbourne, superando a compatriota Billie Jean King, com 12. "É, Billie, te alcancei!", brincou Serena, falando para a ex-tenista que assistiu o jogo na tribuna real ? a amiga devolveu com um sorriso e um tchauzinho. "É notável estar na companhia de tantas grandes jogadoras. E 13 é o meu número de sorte." Serena ainda venceu o US Open em três oportunidades e ganhou Roland Garros uma vez.
Cabeça de chave número um do torneio, Serena precisou de apenas 67 minutos para arrasar sua rival. Mais uma vez, demonstrou porque é considerada uma das melhores tenistas de todos os tempos. A americana fez nove aces e quebrou três vezes o saque da rival russa. Em sete jogos, não perdeu um único set. Mais impressionante do que nunca em seus fortes saques, Serena conseguiu um total de 89 aces, recorde no torneio, alguns com velocidade superior a 200 km por hora. "Acho que nunca saquei tão bem", admitiu, orgulhosa. "Mas, a cada vez que piso nesta quadra de grama, meu saque melhora."
Já Zvonareva, que disputou sua primeira final de Grand Slam, não conseguiu repetir as boas atuações como as que garantiram as vitórias diante da sérvia Jelena Jankovic e da belga Kim Clijsters. "De fato, não pude fazer o meu melhor porque Serena simplesmente não permitiu", admitiu a russa de 25 anos, que, mesmo com a derrota, voltará a fazer parte do top 10 da ATP ? ela deve assumir a 9.ª colocação.
Presentinho. Serena usou uma gargantilha da irmã Venus, eliminada nas quartas. O adereço foi uma espécie de amuleto. Pela primeira vez, Serena derrotou uma adversária na final em Wimbledon que não fosse sua irmã mais velha. "Ela me emprestou para que eu vencesse. Agora não sei se eu quero devolver..." A vitória de ontem aumentou a supremacia das Williams no torneio inglês ? elas venceram nove das últimas 11 edições.
África selvagem transforma safáris em meio de preservação
No Brasil, as reservas ecológicas são territórios teoricamente intocáveis, nos quais atividades econômicas são proibidas. Como há gente morando dentro delas e no seu entorno, e é impossível fiscalizar seus imensos territórios, todo tipo de atividade ocorre de forma ilegal e predatória. Na África do Sul, no lugar de reservas há 19 parques nacionais, dos quais o Estado retira arrecadação e as comunidades, empregos. Cometem-se crimes ambientais, mas numa dimensão muito menor.
Nos parques nacionais, o governo entrega concessões para empresas privadas operarem hotéis, safáris, restaurantes e lojas, que vendem não só produtos industrializados, mas também peças de artesanato feitas pelas comunidades locais. De acordo com Reynold Thakluli, gerente de relações institucionais do South African National Parks, órgão do Ministério do Meio Ambiente, menos de 20% dos gastos com manutenção são bancados pelo governo e 80% provêm das atividades privadas.
Mas a iniciativa privada não atua só nos parques públicos. Centenas de reservas privadas surgiram a partir dos anos 40 na África do Sul, em geral em áreas contíguas ou próximas aos parques nacionais, aproveitando seus ecossistemas e o fluxo de turistas que eles atraem. Fazendas de gado e de ovelhas deram lugar a ranchos de safári. Muitas se consolidaram em cooperativas, formando as chamadas "conservancies".
Parte dos fazendeiros mudou de negócio, da agropecuária para o ecoturismo. Parte arrendou suas terras para empresários do setor. Hoje, muitos deles já estão na segunda ou terceira geração de filhos e netos de fazendeiros convertidos para o setor do turismo. E o movimento continua, com muitas fazendas sendo vendidas ou arrendadas para safári.
Segundo Grant Hine, presidente da Associação de Guias de Campo da África do Sul, o setor emprega 50 mil guias. Desses, entre 85% e 90% trabalham para empresas privadas. Os salários variam US$ 133 a US$ 1.066.
Os safáris eram tradicionalmente negócio de brancos. O governo tem estimulado a contratação de moradores das áreas em torno das reservas, pagando pelo seu treinamento nas cerca de cem empresas credenciadas. Como resultado, entre 35% e 40% dos guias formados atualmente pela associação são negros, diz Hine.
Os parques nacionais empregam diretamente 4,5 mil pessoas, além dos estagiários e dos empregos indiretos. Só no Kruger Park, o maior dos parques nacionais (19 mil km²), em Mbombela, são 1.885 funcionários permanentes, 202 temporários e 64 estagiários. Esses são os funcionários do governo. Além deles, há os empregados das oito empresas que mantêm hotéis dentro do parque e das três que operam restaurantes, lojas e áreas de piquenique.
O número de visitantes do parque subiu 7,8% no último ano. Os hotéis estavam praticamente todos lotados nas férias de inverno. Quem passa a noite no parque paga uma "taxa de conservação" de US$ 21,33 ao governo. Os visitantes que vão passar o dia, muitos deles moradores das comunidades locais, não pagam a entrada. Um pouco menor que o Estado de Israel, e com o mesmo formato alongado, o Kruger parece um país. Cada hotel corresponde a uma cidade no seu mapa, que indica os animais mais frequentes nas suas imediações.
O último censo, feito em 2005, mostra um aumento na população de muitas espécies de animais. Os elefantes, por exemplo: de 7.454, em 1980, passaram para 12.470; as girafas, de 4.122 para 6.700; e os rinocerontes brancos, que chegaram perto da extinção no fim do século 19, saltaram de 598 para 6.940. Nos safáris, é fácil encontrar famílias de leões nas estradinhas que cruzam o parque. Elefantes, girafas, zebras, rinocerontes, hipopótamos, búfalos e várias espécies de antílopes são vistos facilmente durante o dia.
Isso também ocorre nas reservas privadas. Até 2002, havia seis fazendas de gado onde hoje existe a reserva Thanda ("amor", em zulu). O empresário sueco da área de telefonia, Dan Olofsson, foi comprando as terras, que hoje somam 14 mil hectares, num investimento de US$ 53,3 milhões. Hoje, ela tem 14 leões, 15 rinocerontes pretos e 21 brancos, pelo menos 14 leopardos, 16 hienas, 18 elefantes e 130 búfalos. A reserva emprega direta e indiretamente 130 pessoas, mantém projetos sociais que envolvem 200 mil pessoas da comunidade e recebe 3 mil visitantes por ano, que pagam US$ 667 por noite. Parte da renda vai para a fundação do rei zulu Goodwill Zwelithini, onde fica a reserva.
"É um negócio lucrativo, considerando que os donos se hospedam com amigos a cada dois ou três meses", diz o gerente da reserva, Pierre Dalvaux. "Não há caça, e quando temos animais em excesso, fornecemos para outras reservas."
Proibida em todos os parques nacionais, a caça é permitida, de forma controlada, em reservas privadas. Apesar de seu aspecto brutal, a caça também tem impulsionado a criação de reservas e a expansão do número de animais. Os preços variam, mas, em média, para caçar um leão paga-se US$ 67 mil; um leopardo, US$ 10 mil; um rinoceronte branco, US$ 87 mil. Assim, as reservas podem gerar lucros matando poucos animais e criando espaço para muitos.
Richard Sowry, policial ambiental no Kruger Park, defende a "caça sustentável" como forma de preservar o meio ambiente. Sowry conta que trabalhava na reserva privada Klaserie. Em todo o ano de 2001, foram caçados na reserva dois leões, dois elefantes e cinco búfalos. Isso deu para sustentar a reserva, que tinha cerca de 100 leões e 400 elefantes, e ainda gerar lucros, garante o policial - um dos cerca de 300 que patrulham o Kruger.
Sowry diz que uma reserva de safári apenas para fotografar pode degradar o meio ambiente se gerar lixo sem destinação adequada, se não tiver tratamento de esgoto ou causar excessiva aglomeração de veículos. "O importante é que as reservas sejam administradas de forma sustentável, independentemente de serem para caça ou não."
Harriet Davies-Mostert, diretor científico do Endangered Wildlife Trust (Fundo da Vida Selvagem em Risco), enumera "aspectos positivos da indústria da vida selvagem": aumento na distribuição e abundância dos grandes herbívoros; recuperação de várias espécies em risco, como bontebok (antílope), zebra da montanha do cabo e rinoceronte branco; redução dos rebanhos e da degradação do solo que eles causam.
Muitos acordos entre reservas, tanto estatais quanto privadas, têm derrubado as cercas que as separam, aumentando a quantidade e a qualidade de vida dos animais - além de sua atratividade e lucratividade. Assim como as cercas, caem os tabus que impedem o desenvolvimento sustentável.
Nos parques nacionais, o governo entrega concessões para empresas privadas operarem hotéis, safáris, restaurantes e lojas, que vendem não só produtos industrializados, mas também peças de artesanato feitas pelas comunidades locais. De acordo com Reynold Thakluli, gerente de relações institucionais do South African National Parks, órgão do Ministério do Meio Ambiente, menos de 20% dos gastos com manutenção são bancados pelo governo e 80% provêm das atividades privadas.
Mas a iniciativa privada não atua só nos parques públicos. Centenas de reservas privadas surgiram a partir dos anos 40 na África do Sul, em geral em áreas contíguas ou próximas aos parques nacionais, aproveitando seus ecossistemas e o fluxo de turistas que eles atraem. Fazendas de gado e de ovelhas deram lugar a ranchos de safári. Muitas se consolidaram em cooperativas, formando as chamadas "conservancies".
Parte dos fazendeiros mudou de negócio, da agropecuária para o ecoturismo. Parte arrendou suas terras para empresários do setor. Hoje, muitos deles já estão na segunda ou terceira geração de filhos e netos de fazendeiros convertidos para o setor do turismo. E o movimento continua, com muitas fazendas sendo vendidas ou arrendadas para safári.
Segundo Grant Hine, presidente da Associação de Guias de Campo da África do Sul, o setor emprega 50 mil guias. Desses, entre 85% e 90% trabalham para empresas privadas. Os salários variam US$ 133 a US$ 1.066.
Os safáris eram tradicionalmente negócio de brancos. O governo tem estimulado a contratação de moradores das áreas em torno das reservas, pagando pelo seu treinamento nas cerca de cem empresas credenciadas. Como resultado, entre 35% e 40% dos guias formados atualmente pela associação são negros, diz Hine.
Os parques nacionais empregam diretamente 4,5 mil pessoas, além dos estagiários e dos empregos indiretos. Só no Kruger Park, o maior dos parques nacionais (19 mil km²), em Mbombela, são 1.885 funcionários permanentes, 202 temporários e 64 estagiários. Esses são os funcionários do governo. Além deles, há os empregados das oito empresas que mantêm hotéis dentro do parque e das três que operam restaurantes, lojas e áreas de piquenique.
O número de visitantes do parque subiu 7,8% no último ano. Os hotéis estavam praticamente todos lotados nas férias de inverno. Quem passa a noite no parque paga uma "taxa de conservação" de US$ 21,33 ao governo. Os visitantes que vão passar o dia, muitos deles moradores das comunidades locais, não pagam a entrada. Um pouco menor que o Estado de Israel, e com o mesmo formato alongado, o Kruger parece um país. Cada hotel corresponde a uma cidade no seu mapa, que indica os animais mais frequentes nas suas imediações.
O último censo, feito em 2005, mostra um aumento na população de muitas espécies de animais. Os elefantes, por exemplo: de 7.454, em 1980, passaram para 12.470; as girafas, de 4.122 para 6.700; e os rinocerontes brancos, que chegaram perto da extinção no fim do século 19, saltaram de 598 para 6.940. Nos safáris, é fácil encontrar famílias de leões nas estradinhas que cruzam o parque. Elefantes, girafas, zebras, rinocerontes, hipopótamos, búfalos e várias espécies de antílopes são vistos facilmente durante o dia.
Isso também ocorre nas reservas privadas. Até 2002, havia seis fazendas de gado onde hoje existe a reserva Thanda ("amor", em zulu). O empresário sueco da área de telefonia, Dan Olofsson, foi comprando as terras, que hoje somam 14 mil hectares, num investimento de US$ 53,3 milhões. Hoje, ela tem 14 leões, 15 rinocerontes pretos e 21 brancos, pelo menos 14 leopardos, 16 hienas, 18 elefantes e 130 búfalos. A reserva emprega direta e indiretamente 130 pessoas, mantém projetos sociais que envolvem 200 mil pessoas da comunidade e recebe 3 mil visitantes por ano, que pagam US$ 667 por noite. Parte da renda vai para a fundação do rei zulu Goodwill Zwelithini, onde fica a reserva.
"É um negócio lucrativo, considerando que os donos se hospedam com amigos a cada dois ou três meses", diz o gerente da reserva, Pierre Dalvaux. "Não há caça, e quando temos animais em excesso, fornecemos para outras reservas."
Proibida em todos os parques nacionais, a caça é permitida, de forma controlada, em reservas privadas. Apesar de seu aspecto brutal, a caça também tem impulsionado a criação de reservas e a expansão do número de animais. Os preços variam, mas, em média, para caçar um leão paga-se US$ 67 mil; um leopardo, US$ 10 mil; um rinoceronte branco, US$ 87 mil. Assim, as reservas podem gerar lucros matando poucos animais e criando espaço para muitos.
Richard Sowry, policial ambiental no Kruger Park, defende a "caça sustentável" como forma de preservar o meio ambiente. Sowry conta que trabalhava na reserva privada Klaserie. Em todo o ano de 2001, foram caçados na reserva dois leões, dois elefantes e cinco búfalos. Isso deu para sustentar a reserva, que tinha cerca de 100 leões e 400 elefantes, e ainda gerar lucros, garante o policial - um dos cerca de 300 que patrulham o Kruger.
Sowry diz que uma reserva de safári apenas para fotografar pode degradar o meio ambiente se gerar lixo sem destinação adequada, se não tiver tratamento de esgoto ou causar excessiva aglomeração de veículos. "O importante é que as reservas sejam administradas de forma sustentável, independentemente de serem para caça ou não."
Harriet Davies-Mostert, diretor científico do Endangered Wildlife Trust (Fundo da Vida Selvagem em Risco), enumera "aspectos positivos da indústria da vida selvagem": aumento na distribuição e abundância dos grandes herbívoros; recuperação de várias espécies em risco, como bontebok (antílope), zebra da montanha do cabo e rinoceronte branco; redução dos rebanhos e da degradação do solo que eles causam.
Muitos acordos entre reservas, tanto estatais quanto privadas, têm derrubado as cercas que as separam, aumentando a quantidade e a qualidade de vida dos animais - além de sua atratividade e lucratividade. Assim como as cercas, caem os tabus que impedem o desenvolvimento sustentável.
Alemães dizem ''não acreditar'', e Löw tenta conter euforia
O técnico Joachim Löw tentou, e conseguiu, durante toda a entrevista coletiva manter a calma e conter a euforia pela espetacular goleada sobre a Argentina. Löw, que comandou a seleção alemã para chegar pela 12.ª vez a uma semifinal, mostrou-se muito orgulhoso de seus jogadores. "É um grupo determinado, concentrado e que está com uma fome enorme por títulos e conquistas", disse o treinador, que foi auxiliar de Jürgen Klinsmann na campanha do terceiro lugar há quatro anos na Alemanha. "Há muito tempo destaco a capacidade destes jogadores, mas pouca gente me ouviu", afirmou, referindo-se às críticas que recebeu de parte da imprensa alemã.
Löw considerou "formidável" sua equipe conseguir fazer quatro gols em "um time tão experiente e forte como a Argentina", mas destacou também o trabalho do setor defensivo. "Nosso plano para parar Messi foi totalmente aprovado", elogiou, ainda sem querer divulgar o substituto de Müller, que recebeu o segundo cartão amarelo e não poderá disputar a semifinal. "Tivemos um segundo tempo com muito equilíbrio, mesmo quando fomos atacados."
Os jogadores buscavam manter a política do "ainda não ganhamos nada". "Nem consigo acreditar que ganhamos por 4 a 0 da Argentina. Mas precisamos pensar no próximo jogo, pois todos os times que têm condições de ficar com o título mundial", disse o capitão Philipp Lahm. O meia Müller destacou o poder coletivo da equipe. "Somos um grupo homogêneo, em que um atua para o outro e pelo outro. Temos um extraordinário espírito de equipe."
Friedrich, autor do terceiro gol alemão, revelou que a "alegria" é importante para o desempenho do time. "Isso torna o elenco mais unido. Existe também um grande poder de concentração, que nos deixa fortes nos momentos mais difíceis." O jogador do Hertha Berlim tratou de conter os ânimos. "Precisamos manter a calma e a lucidez neste momento inacreditável."
PARA LEMBRAR
Alemanha pode superar Brasil em número de finais
A Alemanha está em uma semifinal de Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva e pela 12.ª vez em sua história. A seleção tricampeã (1954, 1974 e 1990) pode se tonar a que mais disputou finais de Copa do Mundo, alcançando oito oportunidades e superando o Brasil, que chegou sete vezes à decisão. A última vez que conquistou o título foi em 1990.
Löw considerou "formidável" sua equipe conseguir fazer quatro gols em "um time tão experiente e forte como a Argentina", mas destacou também o trabalho do setor defensivo. "Nosso plano para parar Messi foi totalmente aprovado", elogiou, ainda sem querer divulgar o substituto de Müller, que recebeu o segundo cartão amarelo e não poderá disputar a semifinal. "Tivemos um segundo tempo com muito equilíbrio, mesmo quando fomos atacados."
Os jogadores buscavam manter a política do "ainda não ganhamos nada". "Nem consigo acreditar que ganhamos por 4 a 0 da Argentina. Mas precisamos pensar no próximo jogo, pois todos os times que têm condições de ficar com o título mundial", disse o capitão Philipp Lahm. O meia Müller destacou o poder coletivo da equipe. "Somos um grupo homogêneo, em que um atua para o outro e pelo outro. Temos um extraordinário espírito de equipe."
Friedrich, autor do terceiro gol alemão, revelou que a "alegria" é importante para o desempenho do time. "Isso torna o elenco mais unido. Existe também um grande poder de concentração, que nos deixa fortes nos momentos mais difíceis." O jogador do Hertha Berlim tratou de conter os ânimos. "Precisamos manter a calma e a lucidez neste momento inacreditável."
PARA LEMBRAR
Alemanha pode superar Brasil em número de finais
A Alemanha está em uma semifinal de Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva e pela 12.ª vez em sua história. A seleção tricampeã (1954, 1974 e 1990) pode se tonar a que mais disputou finais de Copa do Mundo, alcançando oito oportunidades e superando o Brasil, que chegou sete vezes à decisão. A última vez que conquistou o título foi em 1990.
Espanha afasta zebra, bate Paraguai no sufoco e encara Alemanha na semi

Esqueça aquela história que a Espanha se amedronta e não vence decisões. Neste sábado, a Fúria foi abaixo das expectativas, mas cumpriu seu papel de maneira emocionante, no sufoco. Com um gol de Villa aos 38min do segundo tempo, o time ibérico derrotou o Paraguai por 1 a 0 em Johanesburgo e se classificou para a semifinal da Copa do Mundo pela primeira vez em 60 anos.
Lances polêmicos, pênaltis desperdiçados para ambos os lados e muito nervosismo. Foi assim, que as duas equipes protagonizaram o último duelo das quartas de final. Mas apesar do espírito de luta dos paraguaios, a Espanha conseguiu impor o favoritismo com dificuldades.
Agora, a equipe de Vicente Del Bosque encara a Alemanha às 15h30 da próxima quarta-feira para tentar decidir seu primeiro Mundial. Os dois países irão reeditar a final da Eurocopa de 2008, quando a seleção ibérica levou a melhor por 1 a 0.
O Paraguai, por outro lado, deixa a Copa com sua melhor campanha na história do torneio. O time sul-americano até fez frente ao rival durante boa parte do confronto, mas no fim não impediu a queda na África do Sul.
O técnico Gerardo Martino mudou meia equipe para tentar surpreender a Espanha neste sábado. Não só isso, como o treinador alterou o estilo de jogo paraguaio, adiantando a marcação do time para dificultar a criação das jogadas espanholas.
A estratégia surtiu efeito. Com o meio-campo congestionado, os campeões europeus tiveram muitos problemas para superar a defesa guarani. Apesar de manter domínio da posse de bola, a Espanha foi ineficaz no ataque e não disparou um chute certo em direção à meta de Villar em todo o primeiro tempo.
Além de segurar o rival, o Paraguai ainda levou mais perigo nos contra-ataques, com direito a um gol duvidoso de Nelson Valdez, anulado pelo árbitro. Com isso, ambos tiveram que se contentar com o empate até o intervalo.
Se a etapa inicial terminou de maneira polêmica pelo lance, o segundo tempo foi ainda pior. Aos 14min, o árbitro anotou pênalti de Piqué em Cardozo. O próprio atacante se encarregou da cobrança e viu Casillas fazer a defesa. Mas a festa da Espanha durou pouco.
Logo no lance seguinte, o juiz deu pênalti de Alcaraz em David Villa. Xabi Alonso ainda converteu a primeira cobrança, mas o árbitro mandou voltar. Depois, Villar fez boa defesa e manteve o placar inalterado.
Conforme o duelo se aproximou do fim, a Espanha aumentou a pressão ao redor da área guarani. E a seca de gols no jogo só acabou aos 38min, da maneira mais chorada possível. Villa aproveitou rebote na trave de Pedro e chutou. A bola ainda bateu no poste outras duas vezes após a finalização do camisa 7, mas finalmente entrou. Espanha na semifinal.
Alemanha Goleia pra Cima Da Argentina que dá Adeus a Copa Do Mundo De 2010

No jogo das seleções que exibiram até o momento o melhor futebol e os ataques mais positivos da Copa, a Alemanha mostrou mais eficiência, organização e postura ofensiva, goleando a Argentina, sem correr grandes riscos, por 4 a 0. Num momento raro de se ver, a torcida alemã gritou “olé” para os jogadores da seleção, que envolveram totalmente os argentinos a partir da metade do segundo tempo.
Os alemães vão às semifinais da Copa pela décima-segunda vez em sua história e enfrentam, na próxima quarta-feira, em Durban, o vencedor do jogo entre Espanha e Paraguai. A Argentina, cujo último título data de 1986, volta para casa nas quartas, como em 2006.
Foi a sexta vez que Alemanha e Argentina se enfrentaram em Mundiais – já disputaram duas finais, em 1986 e 1990. Na última, há quatro anos, uma briga generalizada marcou a partida, vencida pelos alemães nos pênaltis, também nas quartas de final.
Para uma partida com este grau de rivalidade, esperava-se um árbitro firme e rigoroso, qualidades que Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, não exibiu.
A Alemanha tomou a iniciativa da partida desde o início. Tocando muito bem a bola e atacando com velocidade, a seleção partiu para o ataque desde o primeiro instante e logo aos três minutos conseguiu o seu gol.
Numa falta cobrada por Schweinsteiger, Mueller se adiantou e cabeceou sem chances para Romero. Ainda no primeiro templo, Klose perdeu uma chance clara, depois de ótima jogada de Mueller.
Com Messi bem marcado e pouco inspirado, as principais jogadas da Argentina passavam por Tevez, sempre muito disposto, mas sem a mesma qualidade do meia do Barcelona, e por Higuain, que jogava isolado na frente.
O segundo tempo foi semelhante ao primeiro. A Alemanha perdeu um pouco o ímpeto no início, dando espaço para a Argentina, mas retomou o controle do jogo a partir da segunda metade. Com gols de Klose aos 23 e aos 43 e do zagueiro Friedrich, aos 28, os alemães mataram a partida.
Com seus gols, Klose soma agora 14 em Copas, apenas um a menos que Ronaldo, o maior artilheiro do Mundial. E a Alemanha, com a vitória, chega a 13 gols marcados na África do Sul, o melhor número entre todas as seleções.
Uma plateia vip acompanhou a partida. Sob críticas da oposição, que viu na viagem um gasto desnecessário, a chanceler alemã Ângela Merkel acompanhou a partida na tribuna, ao lado do presidente sul-africano, Jacob Zuma.
Além dos políticos, os atores Leonardo DiCaprio e Charlize Theron, além do músico Mick Jagger, também estavam presentes no confronto.
Traficantes e caçadores ilegais ameaçam conservação
Os parques nacionais sul-africanos não têm os problemas usuais das reservas brasileiras, como garimpo, extração de madeira e pesca ilegais. Seu desafio são as quadrilhas de caçadores clandestinos e traficantes de chifres de rinoceronte e de carne de antílopes. No caso dos chifres, elas atingem a sofisticação do narcotráfico, empregando helicópteros, armas e munições soníferas, de uso controlado para veterinários. De janeiro para cá, cerca de 100 rinocerontes foram mortos nos parques nacionais. Em todo o ano passado, haviam sido 122, o que indica um crescimento. Os criminosos imobilizam os rinocerontes com os soníferos ? ou com munição convencional ?, arrancam seus chifres e os abandonam a uma morte lenta e dolorosa. Este ano foram presos 25 suspeitos.
O marfim do chifre tem diversas aplicações. No Oriente Médio, é usado nos cabos de punhais e facas de luxo. Na China e noutros países asiáticos, é moído, e o pó utilizado em remédios tradicionais.
O marfim do chifre tem diversas aplicações. No Oriente Médio, é usado nos cabos de punhais e facas de luxo. Na China e noutros países asiáticos, é moído, e o pó utilizado em remédios tradicionais.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Proibições a candidatos começam amanhã
Os agentes públicos e candidatos a cargos na próxima eleição estão proibidos de praticar várias ações a partir deste sábado, 3, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A prática de alguma das condutas proibidas pela lei estará sujeita a multa de cinco a cem mil Ufirs.
Segundo o TSE, a Lei das Eleições, em seu artigo 73, proíbe os agentes públicos de realizarem várias ações a partir de três meses antes das eleições gerais. Algumas condutas poderiam afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos, como a transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios. Os agentes estão proibidos também de contratar shows artísticos com recursos públicos para inaugurações.
Já os candidatos a qualquer cargo não podem comparecer a inaugurações de obras públicas. Essa norma é uma novidade trazida pela Lei 12.034/09 (minirreforma eleitoral). A regra anterior proibia apenas a presença de candidatos aos cargos do Poder Executivo.
Os agentes públicos cujos cargos estarão em disputa não podem fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. A única exceção para pronunciamento é no caso de, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo.
Segundo o TSE, os candidatos também não podem autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, apenas em caso de grave e urgente necessidade pública, reconhecida pela Justiça Eleitoral. No entanto, pode ser realizada propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado.
Segundo o TSE, a Lei das Eleições, em seu artigo 73, proíbe os agentes públicos de realizarem várias ações a partir de três meses antes das eleições gerais. Algumas condutas poderiam afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos, como a transferência voluntária de recursos da União aos estados e municípios. Os agentes estão proibidos também de contratar shows artísticos com recursos públicos para inaugurações.
Já os candidatos a qualquer cargo não podem comparecer a inaugurações de obras públicas. Essa norma é uma novidade trazida pela Lei 12.034/09 (minirreforma eleitoral). A regra anterior proibia apenas a presença de candidatos aos cargos do Poder Executivo.
Os agentes públicos cujos cargos estarão em disputa não podem fazer pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão. A única exceção para pronunciamento é no caso de, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, relevante e característica das funções de governo.
Segundo o TSE, os candidatos também não podem autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, apenas em caso de grave e urgente necessidade pública, reconhecida pela Justiça Eleitoral. No entanto, pode ser realizada propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado.
Marcos inicia atividades físicas no Palmeiras

A novidade do treinamento do Palmeiras desta sexta-feira ficou por conta da presença do goleiro Marcos, que iniciou as atividades físicas, dando prosseguimento à recuperação de uma artroscopia realizada no joelho esquerdo, no dia 16 de junho. Nesta semana, o arqueiro também já teve os primeiros contatos com bola.
Quem também fez uma leve corrida no gramado da Academia de Futebol foi o atacante Lenny, que está com uma lesão no joelho direito. O atleta sofreu a contusão há três meses. O restante do elenco participou de um treino tático comandado pelo auxiliar técnico Flávio Murtosa e o treinador interino Jorge Parraga.
O Palmeiras fará mais um treinamento neste sábado, que será preparatório para o amistoso contra o XV de Piracicaba. O jogo acontecerá no domingo, às 16h, no Estádio Barão de Serra Negra, na cidade onde o clube do interior paulista está sediado.
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